Praça do Povo é “pau para toda a obra” em eventos

Rui Marote
O ditado popular “pau para toda a obra “descreve uma pessoa ou coisa versátil e capaz de realizar múltiplas tarefas ou serviços. Refere-se a alguém que está sempre disponível para ajudar e não se importa com a natureza do trabalho. Neste caso a Praça do Povo está sempre disponível para qualquer evento ao longo dos 365 dias do ano.
A Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento interveio na área sob alçada dos Portos. Recordamos que na altura Miguel Albuquerque, presidente da Câmara do Funchal, “criou problemas” a essas obras e o presidente Alberto João Jardim regionalizou consequentemente toda a frente de mar.
Meses depois da obra concluída, entregou de novo a responsabilidade ao Município. O mesmo se passou com a praça CR7, Praça do Povo e jardins, assim como o “calçadão” e varadouro de São Lázaro. Para os leitores se situarem melhor, o passeio da Avenida Mar é da área da Câmara ou seja a “fronteira”, e dali para o mar a responsabilidade é  da APRAM.
Acontece que há uma relação tensa e dividida entre Câmara e Portos: todos os jardins manutenção e limpeza das praças são da responsabilidade da APRAM assim  como da Rotunda Henry Foster. Mas o Porto do Funchal não está vocacionado para jardinagem e nos seus quadros não constam jardineiros, pelo que contrata empresas para esses trabalhos.
No início a Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento suportou essas despesas mas o “cordão umbilical” passados uns tempos foi cortado.
Em diversos programas de Governo do antigo presidente Alberto João Jardim constava a construção junto ao Tecnopólo, de um Pavilhão tipo Meo Arena que serviria para grandes eventos desportivos e espectáculos, e Expo Madeira, como a ACIF reivindica, mas nunca passou do papel. Hoje esse espaço é cobiçado para habitação. Um pavilhão desse tipo poderia absorver, com vantagem, muitos eventos que hoje acontecem na Praça do Povo.
A Praça do Povo quando foi projectada não foi para ser “para pau toda a obra”. A  APRAM tem os 365 dias do ano em “overbooking” com múltiplos eventos. Monta e desmonta constantemente, o seu piso está destruído e as árvores (ver fotos) são postos improvisados que recebem instalações de luz como nos arraiais. Por este andar estará ali em breve instalado um novo EL Junquito y La Colonia Tovar de Caracas, onde de um posto de iluminação pública derivam centenas de fios tipo “teia de aranha” para roubar energia ao Estado.
A praça não tem água, pelo que monta e desmonta canalização que percorre, camuflada, os jardins com tubagem aérea até chegar a um contador dentro da folhagem do jardim. O mesmo se passa com as águas de lavagens: outro cano de PVC que percorre a praça até encontrar uma sarjeta de águas residuais no meio dos jardins. (ver fotos). Tudo improvisado. Até quando…? Dentro de três meses voltamos a receber os galardões do World Travel Awards onde somos reconhecidos como o melhor destino Insular do Mundo e Europa.

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