Rui Marote
A obra da marina do Funchal enferma de uma série de falhas, imperfeições, deformações e incorreções que um dia virão de novo à baila para rememorar.
Prometemos efectuar um balanço, após o término, e apontar os erros de materiais e construção.
Funchal Notícias aborda hoje a escadaria principal de acesso á marina. O corrimão, como o conhecemos hoje, tem suas raízes em elementos de protecção e segurança que evoluíram ao longo do tempo, inicialmente ,em áreas militares e navais. Com o passar do tempo ,na Renascença, esses elementos foram incorporados à arquitetura, ganhando características decorativas e funcionais como as balaustradas. A palavra “corrimão” deriva da junção de correr” e “mão”, indicando o seu propósito principal: servir de apoio para a mão durante a subida ou descida de escadas.
Ora, a escadaria da Marina tem um corrimão (e bem) metálico de “inox” uma vez que a proximidade do mar recomenda este material para o proteger da oxidação.
Acontece que a colocação tem um erro crasso imperdoável: o apoio no corrimão leva os utentes a levantar demasiado o braço, uma vez que a altura acima do normal, que seria a altura da anca.
O corrimão, como está feito, só para jogadores de basquetebol americanos, correspondendo a pessoas com uma altura entre 1.90 e 2 metros, e peso entre 93-99 Kg. Agora nada a fazer, corrigir seria fazer mais buracos na cantaria. Por último não há uma sem duas: em dias de “canícula” quem colocar a mão no corrimão metálico sujeita-se a uma queimadura…
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.







