Filipe Sousa elogia “bons profissionais da RTP-Madeira”

Com a RTP-Madeira e a respectiva gestão na ordem do dia, também Filipe Sousa, deputado do Juntos Pelo Povo (JPP) à Assembleia da República, Miguel Ganança, vice-presidente do Grupo Parlamentar do partido na Assembleia Legislativa da Madeira e o deputado Carlos Silva do JPP, foram encontrar-se na tarde desta segunda-feira com o director do Centro Regional da Madeira da RTP, Martim Santos, na sequência das alterações recentes que transferem para Lisboa a continuidade da emissão.

“Reuni com o director da RTP Madeira e tenho uma outra reunião solicitada ao Conselho de Administração da RTP, na sequência de um conjunto de alterações que foram anunciadas e que alteram a estrutura de funcionamento do Centro Regional”, disse a respeito Filipe Sousa.

“Foi uma reunião importante porque me permitiu ouvir quem de facto pode prestar esclarecimentos. Agora espero pela reunião em Lisboa para que o JPP possa vincar o seu ponto de vista sobre esta matéria”, acrescentou.

Filipe Sousa declarou ter saído desta reunião com a garantia dada pelo director do Centro Regional de que as alterações “não vão afectar a autonomia editorial”, acrescentando que a situação fica a dever-se à rescisão laboral por mútuo acordo de 11 técnicos, deixando desfalcados serviços técnicos fundamentais que asseguravam a continuidade das emissões.

“O JPP lamenta que se tenha chegado a este ponto por questões de ordem financeira, privando assim os bons profissionais da RTP Madeira de capacidade de poderem produzir programas que representem a nossa  identidade e cultura”, acrescentou Filipe Sousa. “Vou fazer sentir essa questão ao conselho de administração, porque poderia ter havido nesta reorganização alguma discriminação positiva, considerando as regiões autónomas, a distância dos grandes centros e os constrangimentos da insularidade. A população da Madeira também paga taxa de audiovisual, tem direito a um serviço público de rádio e televisão de qualidade. Não aceitamos que o centralismo, quase sempre subjacente as estas decisões, se limite a cortes cegos no lado mais fraco. Vamos insistir para que esta situação não tenha este desfecho”, concluiu.


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.