A CDU realizou hoje, dia 1 de Julho, um almoço-comício para apresentar publicamente a sua candidatura à Câmara Municipal do Funchal, evento que registou mais de 200 participantes, e que foi ocasião para intervenções políticas de Edgar Silva e Ricardo Lume.
Edgar Silva frisou que “a candidatura da CDU afirma-se como um projecto abrangente, construído com base nos valores do trabalho, da honestidade e da competência. Com provas dadas ao longo dos anos, a CDU assume o compromisso de devolver o Funchal à sua população, após sucessivos mandatos marcados por políticas municipais que não têm respondido de forma eficaz aos reais problemas e aspirações de quem vive e trabalha na capital madeirense.
“Com esta candidatura, a CDU renova o apelo à mobilização dos funchalenses, para, juntos, construírem uma cidade mais justa, participativa e com futuro”, refere uma nota.
Ricardo Lume, cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal do Funchal, afirmou que “a população do concelho enfrenta hoje desafios antigos e novos que exigem respostas rápidas e eficazes”.
O Funchal, considerou, está a ser transformado num concelho apenas ‘para inglês ver’, uma cidade de fachada que mais parece uma ‘Lapinha’ feita de papel e cartão, onde a população é tratada como figurante. Um Funchal-resort para turistas e estrangeiros endinheirados, enquanto quem aqui vive e trabalha é empurrado para um Funchal-gueto.
“Os funchalenses sentem-se espoliados da sua cidade: é-lhes negado o direito à habitação, agravam-se as dificuldades de mobilidade e são privados de direitos básicos como o saneamento, enquanto continuam a pagar impostos e serviços que não se refletem na melhoria da sua vida quotidiana”, prosseguiu.
“Lamentavelmente, nos últimos anos, o executivo da Câmara Municipal do Funchal não esteve à altura das suas responsabilidades, transformando a capital da Região num verdadeiro caos, sempre de costas voltadas para os munícipes. Liderado pelo PSD/CDS, este executivo comporta-se como uma mera empresa de condomínios, gerindo de forma minimalista e incompetente os espaços comuns. Pior ainda, parece funcionar como um departamento do Governo Regional, obedecendo à sua tutela direta, sem autonomia, como ficou claro no vergonhoso acordo com a ARM”, acusou.
Ricardo Lume sublinhou que “perante esta realidade, é necessário devolver o Funchal à população, o que a CDU se propõe fazer através da sua candidatura.
“Devolver o Funchal à população, onde habitação, trabalho, espaço público, transportes, ambiente, saúde, educação, cultura e lazer se articulem para garantir o bem-estar de todos; devolver o Funchal à população com um urbanismo participado, que respeite os interesses coletivos e não os lucros dos promotores imobiliários; devolver o Funchal à população com habitação a custos acessíveis, aproveitando o património público hoje abandonado; devolver o Funchal à população com um turismo regulado, que não devore a cidade e permita qualidade de vida a quem vive e trabalha no concelho; devolver o Funchal à população com uma mobilidade num sistema misto que articule a viatura própria e nos transportes coletivos centrada nos transportes públicos — mais confortáveis, frequentes, baratos, tendencialmente gratuitos — que aproximem a cidade dos seus cidadãos; devolver o Funchal à população com políticas ambientais que combatam a poluição, que criem mais espaços verdes, que previnam riscos e se preparem para os efeitos das alterações climáticas; devolver o Funchal à população com uma política cultural acessível a todos e com serviços públicos de qualidade e proximidade; devolver o Funchal à população com a valorização do trabalho e dos trabalhadores dos diversos sector da acividade e em particular os trabalhadores da CMF que dão um contributo fundamentar para a nossa vida em comunidade e para o funcionamento da cidade”, especificou o cabeça de lista às autárquicas.
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