
A iniciativa “Escutar, Dialogar e Implementar” da candidatura do Juntos Pelo Povo (JPP) à Câmara do Funchal completou uma semana de trabalho no terreno, experiência que, de acordo com a candidata, “tem sido gratificante e fortalecido a motivação” do projeto que se propõe concretizar.
Fátima Aveiro, cabeça-de-lista do JPP, pese embora o conhecimento que tem do Funchal por via da sua longa carreira profissional, afirma que esta primeira semana no terreno lhe deu “uma abrangência muito concreta dos problemas, uma realidade mais sentida e presente” e considera “positiva a enorme aceitação que tem recebido das pessoas”, notando que os cidadãos “estão mais interventivos e participativos” nas questões da cidade e do seu meio.
O balanço desta primeira semana da iniciativa “Escutar, Dialogar e Implementar” já lhe permite identificar casos concretos, como a falta de estacionamento nas zonas de maior densidade populacional e comércio; maior atenção e um correto planeamento na construção de áreas residenciais com comércio, precisamente para prover parques de estacionamento e facilitar a vida das pessoas; encetar um programa de pequenas obras de alargamento de caminhos e veredas.
“Estamos a falar de obras com um custo baixo, e não sendo obras de grande envergadura não se compreende porque não foram feitas tendo em conta que iriam melhorar muito a qualidade de vida das pessoas e algumas delas já cederam terrenos à Câmara”, destacou a candidata.
Nos bairros sociais por onde passou registou a necessidade de obras de reparação nos edifícios e jardins pouco cuidados. “As autarquias e o Instituto de Habitação têm de fazer o seu trabalho e depois teremos, porventura, de promover alguma pedagogia entre as instituições que estão em proximidade com os moradores para se criar um conjunto de regras e comportamentos que contribuam para a dignidade e boa imagem dessas áreas residenciais”, diz.
Fátima Aveiro está a recolher contributos para o programa que irá apresentar para os próximos quatro anos. Deste périplo iniciado há uma semana pelas dez freguesias do concelho irão sair ideias e projetos, mas a candidata já tem alinhavados seis eixos orientadores para sufragar junto dos funchalenses.
Um desses eixos relaciona-se com o crescimento exponencial do trânsito no Funchal e nas dificuldades crescentes que esse “aumento sem controlo” tem vindo a provocar nos residentes nas suas deslocações entre a casa, o trabalho e a escola.
“Vamos ter que repensar tudo isto”, sugere. “É preciso estudar até onde o Funchal comporta uma carga elevada de entrada de novas viaturas, qual o impacto na vida dos residentes, na qualidade do ar e ambiental. Teremos de planear alternativas e colocar o Funchal na vanguarda das cidades verdes, apostar nos transportes limpos e porventura na mobilidade vertical.”
A candidata do JPP entende que é preciso repensar e estruturar a mobilidade citadina, implementando meios alternativos de transporte, criando novas infraestruturas e outro planeamento, advogando, por exemplo, a construção de docas de estacionamento acima da via-rápida para reduzir o número de viaturas que descem em direção ao centro, sendo para isso necessário instalar um meio de transporte limpo que faça o transporte das pessoas que trabalham no Funchal.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




