Eduardo Jesus devia pedir desculpas ou demitir-se, diz o LIVRE

O LIVRE diz-se indignado com as declarações proferidas pelo secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura da Madeira, Eduardo Jesus, que, durante uma sessão da Assembleia Legislativa, se referiu a duas deputadas da oposição com expressões profundamente ofensivas como “burra do cara***” e “gaja” ou “bardam****”.

O secretário procurou justificar-se afirmando tratar-se de com “palavras que estão no dicionário”. Esta tentativa de desvalorização é, por si só, grave, considera o LIVRE.

“Dizer algo como “burra do car***” ou “gaja”, dentro da Assembleia Legislativa, não é uma nota de rodapé — é uma tentativa de humilhar e desautorizar mulheres no exercício das suas funções. Essas palavras carregam um peso ofensivo, profundamente machista e misógino”, sentencia o partido.

“E quem veio publicamente defender este comportamento como “apartes”, além de não ser um argumento, é vergonhoso, é imoral. Num parlamento, onde se exerce a representação democrática, exige-se firmeza, sim — mas também dignidade, respeito e elevação. As declarações de Eduardo Jesus são incompatíveis com o cargo que ocupa, especialmente tratando-se do responsável pela tutela da Cultura”, considera esta formação política.

“Este episódio não é menor. É o reflexo de uma cultura política onde a agressividade se sobrepõe ao argumento, e onde a oposição é tratada com desprezo em vez de respeito. Este episódio não pode ser relativizado, nem tratado como um incidente menor. Trata-se de um sinal claro de degradação do discurso político e de uma cultura de impunidade que desvaloriza as vozes da oposição e humilha publicamente mulheres eleitas”, refere o LIVRE.

“O LIVRE apela à consciência democrática de todas e todos os madeirenses — independentemente das suas preferências partidárias — para que se recuse a banalização da violência verbal na política, e se exija um padrão mínimo de respeito institucional dentro da casa da Democracia. para que avaliem com seriedade o nível de desrespeito que há muito tempo se instalou na Assembleia Legislativa da Madeira”.

“É urgente exigir consequências. Porque quando se normaliza a humilhação, corrói-se o próprio coração da Democracia. E nós recusamos a ser cúmplices do silêncio. Em vez de soberba com que lidou com a indignação das deputados e da sociedade civil, deveria ser humilde e pedir desculpas publicamente ou abandonar o cargo que ocupa”, conclui o partido.

 


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