Rodrigues reuniu-se com a ACIF para aprofundar o diálogo

O secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, afiançou, hoje, que a Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF) pode contar com o Governo Regional na construção de uma economia mais pujante e competitiva para a Região Autónoma da Madeira, relevando o papel decisivo que este organismo assumiu, antes e após o 25 de Abril de 1974, no progresso do arquipélago em termos autonómicos, políticos e económicos.

O governante referiu que “a ACIF é um parceiro estratégico do Governo Regional”, constatando, “com agrado”, a convergência de visões em diversas matérias essenciais para a economia da Região. “

“Há pontos de vista comuns entre o tecido empresarial e o Governo, quer a respeito da revisão da Lei de Finanças das Regiões Autónomas, consagrando que o Estado cobre os custos da insularidade, e, designadamente, os sobrecustos em matéria de educação e saúde, quer em relação à criação de um sistema fiscal próprio para a nossa Região”, disse, acrescentando que, “enquanto isso não acontece, há um esforço por parte do Governo Regional, que é de assinalar”, no sentido de aliviar a carga fiscal.

José Manuel Rodrigues abordava a redução do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) em cerca de 30%, o máximo permitido pela actual Lei de Finanças, um passo decisivo para apoiar as empresas regionais. Além disso, “há um alívio do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS), já previsto no orçamento para o final deste ano, com um compromisso para 2026, já assumido pelo presidente do Governo Regional, de um desagravamento fiscal de trinta por cento em todos os escalões”.

De acordo com o secretário com a tutela da Economia, esta redução da carga fiscal é uma aposta clara do Governo para fomentar a competitividade, estimular a inovação e criar condições que atraiam investimento, nacional e estrangeiro.

A conversa não se esgotou nas questões fiscais. José Manuel Rodrigues apontou, ainda, a necessidade de agilizar os apoios às empresas exportadoras, resolver o problema dos activos humanos — através da fixação dos talentos locais e atração de novos profissionais — e criar condições sociais e habitacionais adequadas para integrar essas pessoas, especialmente em setores estratégicos como a hotelaria e o turismo, refere um comunicado do seu gabinete.

O governante defendeu, ainda, mais autonomia e uma política de coesão forte, que reconheça verdadeiramente o estatuto de excepção das regiões ultraperiféricas da Europa. José Manuel Rodrigues aproveitou a ocasião para alertar para a pertinência de um estudo detalhado que incida sobre os custos da insularidade e reiterou a urgência de um sistema fiscal próprio, capaz de impulsionar a captação de investimento, quer nacional quer estrangeiro, a par da fixação de talentos.

Por seu turno, António Jardim Fernandes, presidente da ACIF, mostrou-se satisfeito com o encontro, realçando “a abertura de ambas as partes para aprofundar o diálogo”, em prol de uma maior eficácia e eficiência no apoio às empresas. Entre as preocupações partilhadas destacaram-se a transição digital, os apoios à exportação e, ainda, a crise da habitação, problema que “deixou de ser exclusivamente social para se tornar económico”.


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