Mais uma vez estou a pôr à prova a minha resistência física em idade já respeitável. Não consigo, em linguagem futebolística, “arrumar as botas”. Sou um viajante eremita “viciado” em viagens” e apesar da idade vou “riscando do dicionário a palavra medo”, completando o meu périplo, pelo globo, o possível dentro do impossível. Programei esta viagem em tempo recorde. Todos os dias chegam “ofertas” ao meu computador que não consigo apagar da minha mente e constituem uma tentação: ou agora, ou nunca.
Para a Coreia do Sul -Seoul o preço das viagens era convidativo. São 18 horas de viagem com fuso horário de nove horas de diferença: está decidido e aplique-se aquele chavão que os leitores conhecem de viagens anteriores: “caixão não tem gaveta”. Serão dez dias intensos dos quais reportarei o possível. Faço uma recolha de fotos e de apontamentos e procurarei documentar algo do que vi, motivando outros a viajar.
Seoul é a “terra do arco íris”, embora essa expressão não tenha uma relação directa com a cidade, O nome “Seoul” deriva da antiga palavra coreana “Seorabeol” que significa “cidade capital”. Mas a expressão “terra do arco-íris” é mais usada em contextos que se referem à beleza e diversidade das cores que encontramos, algo que evoca um cenário mágico e colorido.
Viajei de Lisboa para Abu Dhabi e de seguida para Seoul na companhia Etihad Airways, para o aeroporto Incheon que é um dos maiores e mais movimentados do mundo.
Localizadas a oeste de Incheon havia duas ilhas Yeongjong e Yongy, mas a distância entre elas foi recoberta para a formação de uma só ilha, que é parte da cidade de Incheon. Segui as formalidades de entrada, com passaporte e formalidades aduaneiras À saída, uma casa de câmbios: é prioritário trocar euros por won.
1 euro equivale a 1.591.68 won. De seguida vamos no transporte para o centro da cidade, podendo proceder-se à compra de bilhetes num posto de venda dentro do aeroporto. É percorrer 52 km por 12 euros até à última estação, Myeongdong e daqui até ao hostel, apenas 12 minutos a pé.
Aqui há regras para tudo. Os transportes estão bem organizados.- Seguindo a sinalética até à plataforma de saída, aguardavam dois bagageiros de luvas brancas para colocação das malas nas bagageiras do autocarro. As mesmas são sinalizadas com um número autocolante e com um duplicado para o passageiro.
O motorista dá as boas vindas e conduz de luvas brancas. Um écran LED anuncia os locais de paragem. Aqui em meio a tanta sofisticação quase me sinto um “vilão”… Mas ninguém me colocou na mão um bordão, felizmente. Tudo correu consoante o programado.
A temperatura está óptima e tenho o período da tarde para visitar nas proximidades o bairro Bukchon Hanok Village, um dos mais antigos de Seoul conhecido pelas suas casas tradicionais coreanas chamadas Hanoks. Significa “vila do norte” e era o local onde residiam os altos funcionários e nobres durante a Dinastia Joseon.
O bairro é um ponto turístico popular devido à sua simpática arquitetura e charme único.
A capital da Coreia do Sul, Seoul, é uma fusão fantástica do passado e do futuro. Em breve irei visitar antigos palácios, templos e casas tradicionais quer ficam lado a lado com modernos arranha-céus feitos de vidro e aço. É a tradição a par da modernidade.
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