Às Mães!

Mãe. Uma palavra pequenina… são as palavras pequeninas quando nos falham são as que mais doem. Cada mãe é diferente de outra mãe. E a mesma mãe é uma mãe diferente para cada um dos filhos que tem.

Para uma mãe, um choro do seu bebé ou até mesmo do seu filho independentemente da idade que tenha é uma sensação de angústia embora esqueçam-se, todos os dias, que chorar é precisamente o primeiro sinal de que está tudo bem, no momento do parto. Quando nascemos, chorar é sinal de vida. E não tão menos importante, o corte do cordão umbilical.

Neste mundo confuso, superficial, inconstante… o que estamos a fazer com a linguagem expressiva, compreensiva e com as emoções como comunicação universal? Pais que não estimulam os seus filhos com limites e afeto assertivo terão que sustentá-los a vida toda.

O melhor presente que os pais podem dar aos filhos é amor incondicional e viver da forma como querem que os filhos vivam. Porque os bebés e as crianças aprendem também através de “mirroring” – comportamento espelhado. É algo natural onde o ser humano aprende, de forma inconsciente, imita ou replica os gestos, expressões faciais, linguagem corporal, tom de voz ou até mesmo o ritmo de fala de outra pessoa.

O processo de estimular os limites e afeto assertivo é diário e este treino diário chama-se disciplina porque a disciplina hoje é difícil, mas o amanhã será mais fácil. Já as desculpas, hoje são fáceis mas o amanhã será mais difícil. A escolha que impera quer: viver de desculpas ou construir um legado com disciplina?

Para ser uma mãe única e especial e poder estar bem primeiramente como ser individual e prioritário na vida, existem alguns segredos/práticas comuns diárias: quantidade de água ingerida; prática de exercício físico; exposição solar; dosear a ingestão de cafeína; alimentação cuidada; sono reparador; leitura de livros a gosto; meditar ; ambiente tranquilo quer no lar quer no trabalho… nunca esquecer que a vida não é aquilo que nos acontece, mas o que nós fazemos com o que nos acontece. É necessário redescobrir o óbvio.

Às mães que acompanho, quando chegaram à primeira consulta a dizer: que davam o telemóvel porque “é mais fácil” e não dá tanto trabalho e quiseram experienciar e escolheram o mais simples em vez do “mais fácil”, já são protagonistas. Porque vamos sempre a tempo da mudança.

Aos leitores, sendo mães ou agentes educacionais, que ainda preferem escolher o “mais fácil”, proponho experienciar o mais simples da vida. Talvez quando tentamos transformar tudo em sintomas e tudo em explicação… deixamos de viver… e às vezes estes sintomas e estas explicações são só ausência de presença.

Sugiro a seguinte reflexão e tomada de consciência: se o mesmo tempo que as crianças estão expostas a um ecrã, a um mundo virtual e um objeto frio… substitui-lo por mais momentos vividos de forma demorada e inteira… tempo de qualidade de contínua construção do vínculo único, inexplicável e insubstituível entre mãe-filho. Vejamos, a “velhinha” expressão “a mãe vai contar uma história” foquemo-nos no tanto que uma criança aprende: despertar sentimentos e emoções; os significados de palavras; aumentam o léxico; aperfeiçoar a linguagem oral e escrita; emissão de valores; formar opiniões; momentos de bem-estar e aprender a lidar com as sensações. Portanto, falamos de uma tarefa: o conto de uma história, tempo a viver de forma igual a todos mas diferente entre todos nós e sem qualquer pretensão de tentar convencer viver de forma igual até porque, cada um de nós mesmo que façamos a mesma tarefa será sempre de forma única pois a nossa essência é o que nos define. Precisamos tanto de viver momentos de verdade no mundo real para que depois ao relembrá-los seja num silêncio de qualidade e bem-estar, criando assim as memórias felizes tão desejadas.

Porque na verdade, ainda que os filhos adultos não saibam vão continuar a precisar muito dos pais. Todos somos agentes educacionais… e quem não quer um envelhecimento saudável, cheio de vitalidade e com os filhos por perto…? porque no fim das contas “o bom filho a casa torna”. A todas as mães, um feliz dia.

Drª. Luísa Maria
Terapeuta da Fala
Especialista em Miofuncional Orofacial


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