BE alerta para risco de pobreza que anda a par com o aumento do custo de vida

O Bloco de Esquerda marcou hoje presença no Mercado dos Lavradores, um local habitual de contactos com a população, onde o candidato às eleições nacionais, Diogo Teixeira, alertou para o custo de vida. “É verdade que a inflação aumentou muito em Portugal, mas continua a aumentar ainda mais na Madeira. Isso é uma preocupação, porque os salários não estão a acompanhar a inflação”, declarou.

O BE refere que as pessoas lhe transmitem que o dinheiro não chega para as despesas até ao fim do mês, que é cada vez mais difícil comprar coisas tão simples como arroz ou azeite. Diogo Teixeira diz que uma parte dos nossos governantes não percebe a realidade com que os portugueses se debatem, em algo tão básico como o é a alimentação.

Por isso é que, diz, o Bloco vem à rua falar com as pessoas, para aferir das suas dificuldades através do testemunho directo.

Por causa do enunciado acima, o Bloco defende que é necessário que o salário mínimo suba, até ao final do ano, pelo menos até mil euros. Porém, o Bloco não preconiza apenas o aumento do salário mínimo, defendendo também que “todos os restantes salários devem aumentar”.

Os salários médios, portanto, devem também aumentar, escorados na necessária concertação social.

Por outro lado, o candidato bloquista lamenta que ainda haja muita gente que tem de fazer horas extras não pagas, e outros que trabalham por turnos e recebem mal. Realidades que deveriam mudar, na perspectiva do partido.

Para os trabalhadores por turnos, o BE defende um subsídio de 30% sobre o salário, e quer ainda horários de descanso, “pois não vivemos para trabalhar, precisamos de trabalhar para viver”.

“É preciso que quem trabalhe não continue pobre. Antigamente era pobre quem não conseguia trabalhar; hoje, mesmo trabalhando, há muitas pessoas em risco de pobreza e isso é inaceitável”.


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