O PAN Madeira diz que tem recebido, de forma recorrente, “inúmeras queixas relativas à falta de condições adequadas para o transporte de animais de companhia nos transportes públicos, em particular no navio Lobo Marinho, que assegura a ligação entre o Funchal e o Porto Santo”.
Esta é uma preocupação antiga do partido, que há anos vem alertando para a necessidade urgente de se criarem condições condignas, seguras e humanizadas para o transporte “destes membros das famílias madeirenses”, refere esta força política.
“É inaceitável que os animais de companhia continuem a ser transportados em compartimentos pouco ventilados, sem controlo adequado de temperatura, ruído e segurança, colocando em risco o seu bem-estar e, em muitos casos, provocando-lhes sofrimento físico e emocional. Esta realidade demonstra um desfasamento entre a legislação de protecção animal e a prática dos operadores públicos de transporte”, diz o PAN.
O PAN Madeira defende que é essencial a criação de compartimentos próprios, climatizados e supervisionados regularmente para o transporte de animais de companhia tanto no transporte marítimo como no transporte aéreo. No caso específico do Lobo Marinho, deve ser assegurado que o transporte animal seja realizado de forma a respeitar o direito dos animais a um transporte seguro, com zonas próprias, ventiladas, silenciosas e com acompanhamento sempre que necessário.
A mandatária da candidatura do PAN Madeira às Eleições Legislativas Nacionais, Mónica Freitas, sublinha: “Os animais de companhia fazem parte das nossas famílias e devem ser tratados com o respeito e dignidade que merecem. Continuaremos a lutar por uma Madeira mais empática e inclusiva, onde o bem-estar animal não é apenas um princípio abstrato, mas uma prática efectiva e garantida.”
O PAN Madeira apela ao Governo Regional e às entidades responsáveis pelo transporte público, incluindo a empresa operadora do Lobo Marinho, para que sejam implementadas medidas imediatas de melhoria das condições de transporte animal, bem como regulamentações claras e fiscalizações regulares, refere uma nota.
Recentemente foi tornada pública uma queixa de uma utente do “Lobo Marinho”, na comunicação social regional. A utente queixava-se de que os animais passavam calor. Porém, a empresa operadora do navio veio desmentir a situação, afirmando que havia ar condicionado a operar, à temperatura de 23 graus, pelo que alegou não perceber o motivo da queixa.
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