O Próximo Passo

Cada passo que damos deve ser, à partida, para melhor e nunca para pior. Com pequenos passos, desde que firmes e intencionais, também vamos longe e concretizamos grandes sonhos.

No nosso país, aproxima-se a passos largos, uma série de atos eleitorais, que por boas ou más razões, já vai sendo um hábito, na nossa pacata vida. Assim, seria prudente que os candidatos que se predispõem a dar, legitimamente, novos passos, evitassem um rol de promessas megalómanas, descabidas, em que ninguém acredita. É preferível prometer o que realmente é viável e cumprível. Pois, só com honestidade é que podemos garantir o respeito pelos outros, pela constituição, pelos direitos humanos essenciais e ainda, fortalecer a democracia. Uma verdadeira cultura política é o que faz falta a muitos (pseudo)candidatos.

Não temos de nos silenciar porque a nossa voz tem lugar e a nossa visão tem peso e alcance na escolha consciente de lideranças fortes. Se somos pessoas com opiniões e convicções assentes, assim, também é possível optarmos pelo agir com consciência.

Na vida política temos de dar passos certos e atuar com seriedade e transparência, doa a quem doer. Nunca esqueçamos que cada passo que damos é um teste, uma lição ao que ao que pretendemos.

Os desafios atuais que enfrentamos exigem civilidade, respeito mútuo e uma intervenção política de responsabilidade. Em vez de ataques pessoais entre adversários, o cidadão quer ouvir propostas concretas que abordem as reais preocupações da sociedade. As pessoas precisam de verdade e realidade, de ideias que demonstrem a esperança. Este é o tipo de comunicação que devia prevalecer nas diferentes forças partidárias. Precisamos de uma política que una, não que divida. Precisamos de uma comunicação política que inspire confiança, verdade, esperança e projete um futuro promissor. A verdade será sempre mais forte e consistente do que a desinformação. A política não se pode transformar numa “bandalheira” onde vale tudo, para se alcançar determinados objetivos pessoais, em detrimento do coletivo.

Somos feitos dos nossos passos, das tentativas, dos falhanços e dos projetos que nos fazem subir na vida a passo e não aos saltos. Mas nunca esqueçamos que há certos passos que temos de dar sozinhos, – sem nunca perder de vista o coletivo – pois são os nossos passos que fazem os caminhos que nos levam a concretizar os sonhos que legitimamente ansiamos.


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