O PPM foi ao Sindicato dos Jornalistas na Madeira e vem salientar, em comunicado, que os meios de comunicação, enquanto difusores de informação e promotores da pluralidade e transparência, desempenham um papel estruturante nas democracias ocidentais. Razão para distribuir milhões pela comunicação social madeirense.
O que está em causa é o pluralismo da democracia. “Sem jornalismo, não há democracia”, disse um dia Thomas Jefferson, refere o PPM.
“O que é importante, e o que diferencia o jornalismo do turbilhão de coisas que circulam na internet, é o seu código deontológico. Coisas como: “O jornalista deve relatar os factos com rigor e exatidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público”. Ou o muito essencial n.º 2 do mesmo código: “O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais”, refere uma nota dos monárquicos madeirenses.
“Este código protege-nos da barbárie. Do mundo das notícias falsas. Dos esoterismos mais delirantes. Da xenofobia e do racismo. De tudo o que deturpa a verdade dos factos e exacerba os sentimentos. Não se pode esquecer o que disse Walter Lippmann: “o maior inimigo da verdade é o que as pessoas querem ouvir”. Ou na versão de Hunter Thompson “o jornalismo é a luta pela verdade num mundo que, frequentemente, prefere a mentira”.
“Neste novo mundo, esmagados na tenaz formada pelos órgãos de comunicação social públicos e todas as novas publicações de conteúdos não jornalísticos, mas que deles se disfarçam e mascaram, a comunicação social privada está à beira do esmagamento, se nada for feito. O apoio aos órgãos de comunicação social é justo e fundamental no plano dos valores. Na preservação da democracia e da Autonomia Madeirense”, conclui o PPM.
“Em contextos de insularidade como o da Madeira, a comunicação social privada exerce uma missão acrescida de inquestionável interesse público na consolidação de uma opinião pública crítica e qualificada, torna-os imprescindíveis como garante da democracia, tendo como missão acrescida de unir todos os madeirenses.
A importância das subvenções públicas à comunicação social privada decorrem, portanto, da sua relevância social, cultural e cívica, mas também empregadora e, bem assim, da dimensão insular do mercado em que desenvolve a sua atividade e por isso mesmo descontínua em relação ao restante contexto nacional e da consequente fragilidade dos respectivos projetos empresariais.
A criação de mecanismos de política pública que promovam a sustentabilidade destes projetos, numa região ultraperiférica e arquipelágica como a Madeira, é, portanto, um imperativo da democracia alicerçada na nossa autonomia política.
Face aos impactos sociais e económicos com que se têm deparado os órgãos de comunicação social na Madeira, entende-se, ainda, ser urgente a criação de um Programa de apoio extraordinário aos órgãos de comunicação Social privados, com sede na Região Autónoma da Madeira”, diz o PPM.
“O plano do PPM para os órgãos de comunicação social privados contempla 6 linhas de acção:
– A aprovação, com carácter de urgência, de um apoio extraordinário à comunicação social privada, no valor de 1 milhão de euros, a pagar até Junho de 2025;
– Um Programa de Apoio à Comunicação Social Privada, que terá uma dotação orçamental anual de 2 milhões de euros;
– Um Programa de Formação presencial para os jornalistas dos órgãos de comunicação social da Madeira e da diáspora madeirense. Contemplam-se 3 acções de formação anuais, com todas a despesas asseguradas pela Região;
– Um Programa de Assinaturas dos jornais regionais pelo Governo Regional, de forma a assegurar a sua distribuição em todas as escolas e IPSS.
– Um programa de Publicidade Institucional centralizado no valor de 2 milhões de euros;
– A aplicação, na Região Autónoma da Madeira, do Plano Nacional de apoio aos órgãos de comunicação social privados”.
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