A candidatura do CDS-PP às próximas eleições regionais dedicou, hoje, o dia de campanha às questões sociais, incidindo nas questões da saúde, designadamente na saúde mental, refere um comunicado. O envelhecimento da população e questões ligadas à pobreza e às desigualdades sociais também foram abordados nesta iniciativa.
Durante a manhã, a comitiva do CDS-PP visitou o Centro Comunitário da Garouta do Calhau, nos Viveiros e, posteriormente, seguiu para uma visita à Casa de Saúde São João de Deus.
O cabeça-de-lista do CDS-PP às regionais de 23 de Março começou deu conta de que, na Associação Garouta do Calhau, cerca de 400 pessoas são apoiadas. Já na Casa de Saúde, há 325 utentes a usufruir de apoio nas mais diversas áreas.
José Manuel Rodrigues elogiou o “trabalho notável” destas instituições particulares de solidariedade social. “É justo reconhecer esse trabalho, mas também é justo que a segurança social renegoceie as diárias que são pagas, designadamente aos estabelecimentos de saúde mental da Madeira e, também, às IPSS’s, no sentido de valorizar os salários dos trabalhadores destas instituições e, sobretudo, aumentar as diárias para aproximá-las daquilo que se paga a nível nacional porque estas instituições estão a atravessar enormes dificuldades”, aludiu o cabeça-de-lista dos centristas.
Rodrigues referiu ainda que “temos um produto interno bruto a crescer, temos recorde de crescimento económico, mas, a verdade é que não conseguimos minimizar a pobreza que temos na Madeira”.
Há 70 mil pessoas na Madeira em risco de pobreza, apontou. Há 17 mil pessoas que trabalham na região e aquilo que recebem de ordenado não dá para pagar as suas despesas mensais, e há ainda um outro conjunto de pessoas, designadamente os idosos, que vivem com pensões à volta dos 300€.
“É preciso que a próxima governação da Madeira dê especial atenção quer para a questão dos rendimentos de quem trabalha, valorizando salários e reduzindo impostos, quer aumentando a qualidade de vida daqueles que são mais pobres, corrigindo essas desigualdades sociais, através de um aumento do complemento regional de idosos que o CDS propõe que passe a ser de 140€ mensais para as pensões mais baixas, através de medicamentos gratuitos para aqueles que têm pensões à volta dos 300€ e 400€ e, também, através de medidas de apoio à família, no sentido de retardar a institucionalização dos idosos”, acrescentou o número 1 do CDS-PP.
E prosseguiu: “Temos na Madeira 172 idosos para 100 jovens. E esta realidade lança enormes desafios e exigências ao Sistema Regional de Saúde. Temos cerca de 1000 idosos em lista de espera para um internamento e mais de 300 altas problemáticas nos nossos hospitais. E é por essa razão que é urgente investir em novos lares, na rede de cuidados continuados, na rede de cuidados paliativos e, também, numa rede de lares em toda a Madeira”.
Considerando toda esta situação, é por isso que o CDS-PP tem vindo a propor que, uma vez em funcionamento o novo Hospital da Madeira, as três unidades existentes: o Hospital Dr. Nélio Mendonça, Hospital dos Marmeleiros e o Hospital Dr. João de Almada sejam reconvertidos para unidades de apoio aos mais idosos. “Porque é preciso acrescentar qualidade de vida ao aumento da esperança média de vida na Madeira”.
O cabeça-de-lista do CDS concluiu, declarando que o Orçamento de 2025 para a Madeira, que foi chumbado, tinha 365 milhões de euros para a área da saúde, mas, ao mesmo tempo recordou que “esta despesa social vai continuar a crescer, face ao envelhecimento da população”.
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