O PAN Madeira apresentou na Assembleia Legislativa Regional um voto de solidariedade aos enfermeiros e enfermeiras da Região, reconhecendo o seu trabalho essencial e frisando a necessidade urgente de medidas concretas para valorizar a classe e melhorar as suas condições laborais.
Através deste voto, o PAN manifesta total solidariedade para com os enfermeiros da Região Autónoma da Madeira, cujas condições de trabalho desafiam não só o bem-estar destes profissionais, mas também colocam em risco a eficiência e a segurança dos cuidados de saúde prestados à população.
É publico o impacto negativo do excesso de carga horária, da rotatividade de turnos e escassez de recursos, com 87,4% dos enfermeiros a reportarem ansiedade, insónia e outros problemas de saúde mental. Estes factores, associados à falta de profissionais e materiais, estão a comprometer tanto a saúde dos enfermeiros como a capacidade de resposta do sistema de saúde regional, refere uma nota.
Embora o Governo Regional tenha anunciado a contratação de 200 enfermeiros para responder a estas dificuldades, apenas 80 vagas estão previstas para 2025, um número que continua aquém das necessidades reais e que mesmo quando havia orçamento aprovado, nunca foi superior.
“Os enfermeiros são a linha da frente na prestação de cuidados e merecem condições dignas, que não se faça aproveitamento político da sua situação e que se salvaguarde a sua saúde e a qualidade dos serviços prestados à população”, refere Válter Ramos, vice-porta-voz do PAN Madeira.
O PAN Madeira sublinha ainda a urgência de valorizar a classe da enfermagem, defendendo condições de trabalho que assegurem o equilíbrio emocional e físico destes profissionais e reforcem a qualidade dos cuidados aos utentes. É essencial garantir o reconhecimento da enfermagem como profissão de elevado risco e desgaste rápido, bem como implementar medidas que promovam uma adequada gestão de recursos humanos.
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