Luís Rocha/Rui Marote
Como sabemos, a nossa terra é pródiga em originalidades, e o Estepilha foi descobrir recentemente este bastião republicano, algures na zona da Pena, Funchal.
O local parece um verdadeiro “Forte Apache” e chega a dar a ideia de que quem ali reside está cercado de monárquicos, aos quais resiste heroicamente. Mas não é o caso. Os madeirenses hoje idolatram um tipo diferente de “rei”, e quem se der ao trabalho de investigar, ficará a saber que “Somos Republicanos” (https://www.republicanos.pt/) apresenta-se como um movimento de cidadania que surgiu em 2024 “na sequência de uma crispação e tensão política vivida em Portugal”.
“O movimento posiciona-se na tão esperada mudança em que os valores da transparência, melhoria das condições de vida e o combate à corrupção surgem como pedras basilares do movimento”, prossegue o texto de apresentação.
Será esta a versão local dos Republicanos de Donald Trump? Também não parece exactamente isso. Não há nenhuma menção a americanismos. O movimento assume-se como lusitano de gema.
“O Movimento Somos Republicanos tem como missão criar uma imagem forte, justa, harmoniosa e orgulhosa de Portugal. Pretende celebrar o patriotismo e o respeito por todos os portugueses, promovendo o conceito de cidadania responsável e incutindo um sentimento de orgulho pessoal em todos os cidadãos. Orgulho esse, em ser português com o objetivo de criar um verdadeiro sentimento de identidade coletiva, independentemente da origem de cada um”, declara-se publicamente.
O site apresenta também o mentor: Raul Perestrello, “casado, pai de três filhos, empreendedor e com visão de futuro para valorizar Portugal.”
Ficamos também a saber que “defende os valores cristãos e da família, o respeito por outras opiniões e convicções, mas sempre mantendo-se fiel aos seus princípios, e que “saiu do PSD – Madeira e considera-se um empreendedor inconformado”. Daí ter fundado este movimento.
Nada a opor aos movimentos de cidadãos, quer republicanos, quer monárquicos. (Por falar nisso, temos saudades de D. Renato, o Príncipe do Ilhéu da Pontinha).
O Estepilha, todavia, achou piada ao “bastião” destes novos republicanos na cidade do Funchal.
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