PAN denuncia urbanização excessiva e exemplifica com “The Empire”, no Amparo

O PAN Madeira veio hoje deixar um alerta para os riscos da urbanização excessiva. No seguimento de uma notícia que dá conta da construção de novos empreendimentos de luxo, nomeadamente, o “The Empire”, na zona do Amparo com preços entre 1,5 milhões e dois milhões de euros, o partido manifestou a sua preocupação com o aumento destes empreendimentos, sobretudo em zonas já densamente povoadas e com excesso de construção.

Este edifício é apenas um exemplo dos vários empreendimentos previstos para as freguesias de Santo António e São Martinho, que na perspectiva do PESSOAS-ANIMAIS-NATUREZA está longe de responder às necessidades habitacionais dos madeirenses e levanta questões importantes sobre o futuro do planeamento urbano na Região.

“Os madeirenses enfrentam uma crise habitacional sem precedentes, com várias famílias desalojadas e entregues a alojamentos de emergência temporários. Enquanto isso, continuamos a assistir à construção de empreendimentos de luxo que não são com certeza para a população local. Entendemos que são empreendimentos privados, contudo, coloca em causa o nosso património paisagístico, uma vez que esta construção será realizada em terreno que era agrícola, com a produção de bananeiras. Além disso, são construções que não são pensadas nem estão acessíveis aos madeirenses”, aponta Mónica Freitas, porta-voz do PAN Madeira.

O PAN Madeira frisa ainda que estes projectos reforçam a tendência de construção desalmada em zonas já densamente povoadas e contribuem para o agravamento do trânsito, a sobrecarga das infraestruturas e a degradação da qualidade de vida dos residentes, refere uma nota.

Por isso esta força política considera fundamental um estudo que sustente a criação de políticas públicas, no âmbito da capacidade das operações urbanísticas e dos seus impactos no território regional, no âmbito da utilização dos transportes, acessibilidades, património cultural e natural, biodiversidade, acessos aos serviços públicos, poluição sonora e ambiental, tratamento de resíduos, capacidade de saneamento e águas residuais e resposta dos Planos de Emergência.

“Na visão do PAN Madeira, é urgente a elaboração sustentada de um planeamento territorial sustentável, sendo que defendemos que a prioridade deve ser a renovação do parque habitacional existente, muitas vezes degradado, e que seja acessível aos madeirenses. É preciso ainda trabalhar na procura da garantia do conforto e privacidade dos residentes, na oferta de espaços verdes, de parques infantis e também para animais de companhia, garantindo condições de habitabilidade e aumento da qualidade de vida.”

O PAN Madeira defende por outro lado que a solução para a crise habitacional deve ser pensada de forma ética e sustentável, priorizando a bem-estar dos madeirenses e com visão a longo prazo, incentivando a criação de espaços públicos de qualidade conexos às habitações, nomeadamente no que diz respeito aos prédios, pois estes espaços são fundamentais para garantir um crescimento urbano que seja socialmente inclusivo e equilibrado.


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