Des(acerto)

Sempre ouvimos dizer que a vida é feita de muitos erros e alguns acertos. E nós não precisamos de ajuda para cometer desacertos, basta termos alguma falta de consciência, de capacidade e de discernimento para “ouver” – ouvir e ver também os outros.

Vivemos tempos de acertos e desacertos, nas mais diversas áreas, tanto a nível local, como regional, nacional e até internacional. Uns, acham que há que dar tempo ao tempo para que as coisas aconteçam. Mas o problema é que o tempo urge e os desacertos incomodam muito e prejudicam imenso, quando «põem em xeque», a vida das pessoas e das comunidades.

Raios parta, os que tomam opões com desacerto, sem visão e sem o mínimo de consciência do fazem. A falta de acerto e da tolice, leva-nos a tomar decisões doentias que não interessam ao bem comum. Pois se errar é humano, acertar também.

É verdade, que temos de acreditar e agir no que tem de ser feito, contrariando até, por vezes, os outros, mesmo que nos digam que é impossível. Mas antes de tomarmos determinadas opções, fundadas na teimosia, a casmurrice, pondo em jogo a vida de muitas pessoas, famílias e comunidades, era aconselhável, pelo menos, consultar a consciência e os sinais dos tempos.

Não podemos alimentar os gananciosos, oportunistas, populistas – e não são poucos os que andam por aí, a espreitar já a situação eleitoral do novo ano.   No entanto, há que não esquecer que no desacerto e na ganância reside a nossa perda.

O facto de acharmos que houve acerto em determinadas ações políticas, culturais, sociais e afins, não se deve medir somente pelo ficar bonitinho, ou pelo número de gostos nas redes sociais, importa sim, a consistência, a contextualização e o real impacto das ações tomadas. Pois agir com acerto é agir com ponderação, domínio, sensatez, e acima de tudo, com tino, visando os interesses comuns.


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