Rua do Quebra-Costas só é lembrada em época eleitoral…

Rui Marote
A Rua do Quebra Costas é um arruamento no Funchal que foi aberto por volta de 1804, após o aluvião que destruiu grande parte da cidade, em 1803.
O nome Quebra Costas deve-se á configuração muito íngreme. O arruamento  já teve outros nomes: Rua Bela Vista e Rua Nova da Bela Vista. O empedrado tem pequeno socalcos na parte mais alta e fez da rua uma atracção para os turistas do século XIX, assim como para aqueles que, nessa altura, procuravam a Ilha para curar as “doenças do peito ” (tuberculose).
No quintal de umas casas devolutas ainda existe uma trincheira  da Primeira Guerra Mundial.  A Rua encontrava-se na linha de tiro dos submarinos alemães que, durante a 1ª Guerra  bombardearam a cidade duas vezes procurando  atingir a Fortaleza de São João e instalações  britânicas de comunicações, perto das Cruzes.
Nesta rua existe a Igreja Anglicana, fundada em Março de 1822 à custa dos negociantes ingleses do vinho que aqui residiam ee a Galeria porta 33 onde residiu na infância o poeta Herberto Helder.
Durante as campanhas eleitorais esta artéria é visitada  por todos os partidos. Nessas alturas não faltam  as promessas registadas no manifesto eleitoral. Quem não se recorda do famoso beco do Quebra Costas que levou a transferência dos residentes para outras zonas da freguesia de São Pedro. A rua já se encontra há muito degradada e alterada. O piso é um perigo tanto para residentes como turistas.
Em cima do empedrado a Junta de freguesia de São Pedro resolveu” borrifar” de cimento os passeios laterais  e alterar na parte superior os socalcos por degraus de betão e a colocação de um corrimão de ferro.
Há casas que não têm rede de esgotos e nas quais funcionam fossas sépticas. Quando a Rua da Carreira foi alvo de uma intervenção  de saneamento básico o actual vice presidente Bruno Pereira no seu primeiro mandato prometeu que a rua do Quebra Costas estava na agenda da edilidade; já decorreram 12 anos e nada feito
É raro o mês que os serviços da manutenção da rede de águas não seja chamada  para recuperar derrames por canalização estar obsoleta e o piso não suportar o peso das viaturas.
A imagem que hoje publicamos é de uma pequena “cratera” em que os serviços camarários estão a intervir intervir na semana que se inicia.
Uma visita da edilidade a esta artéria seria urgente para se inteirar do estado geral da mesma, não esperando pelas eleições no próximo ano.

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