O Bloco de Esquerda desenvolveu contactos de rua com a população este sábado, querendo transmitir aos madeirenses que “o BE não alinha nas estratégias erróneas de determinada oposição”, nomeadamente “adiar moções de censura a este governo [regional]”.
Roberto Almada disse que “temos um governo que está cheio de arguidos num processo de alegada corrupção”, sendo que, consequentemente, “não tem condições para continuar”.
“Aqueles que se reclamam da oposição no parlamento regional, o PS e o JPP”, entende Almada, já deviam eles próprios terem avançado com uma moção de censura assim que estes casos começaram a vir a público. Mas não o fizeram, abrindo assim caminho para a extrema-direita apresentar essa moção de censura. E ainda permitiram que se adiasse a votação dessa mesma moção, o que, do ponto de vista do BE, “é perfeitamente inaceitável”.
“Parece que querem segurar o governo de Miguel Albuquerque”, lamentou.
“Este governo tem que ir para a rua já”, sentenciou Roberto Almada. “Um governo de arguidos e de suspeitos, em qualquer parte do mundo democrático, já tinha caído. Por muito menos caíram governos, por simples suspeitas. Aqui já se trata de arguidos”.
Para os bloquistas, é preciso que as pessoas sejam chamadas à urnas, para dizer se querem continuar com um governo de arguidos, ou outro governo que leve a Madeira para a frente e resolva problemas como a pobreza, a exclusão social, a crise da habitação e outros.
“Albuquerque diz que não sai, mas quem manda é o povo. Se o povo disser que Albuquerque sai, Albuquerque sai mesmo”, concluiu.
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