Francisco Franco expõe a obra da artista Guilhermina da Luz

A Escola Secundária Francisco Franco inaugura, no dia 21 novembro, pelas 17h00, uma exposição  titulada “Ao sola da manhã – As mãos Reencontrar a obra  de Guilhermina da Luz”, na Galeria de Arte Francisco Franco.

Reencontrar a obra de Guilhermina da Luz com: Alice Sousa, Evangelina Sirgado de Sousa, Graça Berimbau, José Júlio, Isabel Santa Clara, Mafalda Gonçalves, Ricardo Veloza, Teresa Brazão e Teresa Jardim, é como se denomina a mostra de artes plásticas agora instalada na Galeria de Arte Francisco Franco, da Escola Secundária Francisco Franco.
Segundo a curadora, Teresa M. G. Jardim, este projecto curatorial
decorre da reposição de uma exposição realizada na Galeria Espaçomar em 2023, com obras de diferentes colecionadores particulares e uma peça do Mudas, Museu de Arte  Contemporânea da Madeira; o projeto foi ampliado, pela incorporação de obras de oito artistas, exalunos, colegas de docência, amigos, que não só partilharam exposições coletivas, e diferentes momentos das artes e da cultura regional, como continuam a ser importantes na valorização e salvaguarda da obra de Guilhermina da Luz (Ponta do Sol, 1947 Funchal, 2019). Envolvência afetiva, que completa um ciclo de quatro exposições que começou em 2015, e cuja tónica curatorial procurou chamar a atenção para uma obra ímpar, a preservar e divulgar.

E
m mais de quarenta anos de atividade criativa, Guilhermina da Luz trabalhou e expôs regularmente escultura, pintura, instalação, projectos site specific, serigrafia artística, e outras dinâmicas experimentais; publicou livros de poesia e contos, ilustrou livros de outros autores e realizou diversas pinturas murais, uma delas na Escola Secundária Francisco Franco, onde também foi aluna.
A artista v
iveu um somatório de vinte e oito anos em Luanda (Angola), onde estudou e foi professora. É um período que marcará toda a sua obra, nas opções cromáticas, na aquisição de um vocabulário visual específico, ou mesmo no gosto pela escultura em madeira (cedro, mogno, sucupira, pinho, entre outros), imprimindo ao diálogo formal com as raízes africanas, uma vocação pictórica autoral. Amplitude de materiais e dinâmicas técnicoexpressivas que ampliará com uma insistente atitude experimental, desde as artes plásticas à escrita, passando pelo livroobjeto.

Formada em Artes Plásticas/Pintura
, em 1981 inicia a lecionação no ensino superior artístico, primeiro no ISAPM, depois no ISAD e subsequentes estruturas da agora denominada Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade da Madeira, com incidência para as cadeiras de Forma e Composição Visual, de Serigrafia e de Artes Plásticas. Entre 1985 e 1993, desenvolveu um projeto de investigação denominado “A Serigrafia Artística, ou a Técnica Serigráfica ao Serviço da Criação Artística”, e que se revelou um período de trabalho muito produtivo ao nível da criação e experimentação artística com processos serigráficos.
O vasto e diverso espólio artístico de Guilhermina da Luz encontrase atualmente no
MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira.


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