
O velhinho matadouro foi convertido, e bem, pela Câmara Municipal do Funchal, num belíssimo Centro Cultural e de Investigação do Funchal, com instalações amplas e modernas. O seu diretor é o conhecido Francisco Faria Paulino e, sobre ele, muita coisa se poderia dizer, desde perfeições a imperfeições, como todo o mortal, ainda mais quando se passam por cargos públicos e mesmo na área da belicosa cultura com os habituais génios a transbordar do saco.
Mas o que o FN pretende agora dar nota é de algo atípico mas muito positivo. O atual diretor do Centro Cultural e de Investigação do Funchal não alimenta o cargo no conforto do gabinete, do alto da hierarquia que lhe foi conferida. O público que tem participado nas representações dramáticas e eventos deste Centro tem testemunhado que Francisco Faria Paulino troca o gabinete pelo terreno, arregaça as mangas e, qual funcionário anónimo, sem patentes, indica caminhos ao público, aponta lugares na sala dos espetáculos, informa quem precisa de dados e tem sempre uma palavra de incentivo a quem procura a cultura, seja jovem seja adulto. A idade por ele não passa, tal é a energia e amor com que põe nas coisas.

Se calhar, vozes haverá, e talvez com fundamento, que possam discordar, recordando outros cruzamentos e polémicas culturais, por onde Francisco Faria Paulino e outros nomes da cultura madeirense tenham passado e deixado também nota, mas menos positiva. Mas, num mundo em que só se evidencia o grotesco ou o insólito, pela negativa, ficou no olhar de jovens e adultos, um homem de trabalho, com o olhar a pular de alegria quando viu a sala cheia para assistir a uma peça de teatro, desta quinta feira, “Mãe Coragem e seus Filhos”, de Brecht. Há quadros e atitudes que marcam.

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