A Autoridade Regional de Veterinária está em “vigilância” permamente e a difundir por todos os meios possíveis o edital sobre a febre catarral ovina, mais conhecida como “língua azul”.
Quem o garantiu ao Funchal Notícias foi o director Regional de Veterinária e Bem-Estar Animal, da Secretaria de Agricultura, Pescas e Ambiente, Daniel Mata.
Segundo aquele responsável, até ao momento, não foi detetado nennhum caso nos ovis da Região. Há regras de importação de animais vivos e as avelhas não são as espécies mais importadas vivas (antes cascaças).
Além disso, são raras as importações de zonas raianas do continente. Aliás, o gado vivo que mais se importa é o bovino e vem dos Açores, até agora declarada zona livre “língua azul”.
Por outro lado, Daniel Mata diz que são tomadas várias medidas de biosegurança (a marcação de animais é uma delas), justamente para evitar a propagação de doenças como a “língua azul”, a peste suína africana ou a gripe aviária.
A língua azul ou febre catarral ovina é uma doença epidémica de etiologia viral que afeta os ruminantes, com transmissão vetorial, incluída na lista de doenças de declaração obrigatória nacional e europeia e na lista da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
Recorde-se que a língua azul, é responsável pela morte de milhares de ovinos em Portugal, uma situação alarmante que está a preocupar as autoridades de saúde e os criadores de gado.
A Direção Geral de Alimentação e Veterinária divulgou um edital onde revela que as medidas de combate à doença estão definidas no Decreto-Lei n.º 146/2002, de 21 de maio.
As disposições a aplicar encontram-se também previstas no Regulamento (UE) n.º 2016/429, de 9 de março e no Regulamento Delegado (UE) n.º 2020/689 da Comissão, de 17 de dezembro de 2019.
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