O Bloco de Esquerda andou este fim-de-semana em contactos com a população funchalense, abordando, nomeadamente, o grave problema da habitação que, de acordo com os últimos dados, revela que o valor médio de aquisição de uma casa no Funchal ronda meio milhão de euros.
Para os bloquistas, estes são preços absurdos e incompatíveis com os salários de quem vive e trabalha no arquipélago. Impossível um madeirense conseguir comprar casa e até nesmo arrendar, pois o que se vê é o aumento das rendas sem qualquer explicação que não seja a ganância de senhorios.
“Os madeirenses estão a ser expulsos dos seus locais e das suas casas que são transformadas para alojamento local. Andamos a vender a nossa terra a fundos de investimento imobiliário e a milionários ricos que compram casas onde não vão viver, onde investem o seu dinheiro para fugir a impostos nos seus países e não trazem qualquer desenvolvimento à ilha. E que criam, inclusive, vários outros problemas que vão além do grave crise da habitação”, denuncia este partido.
O PSD-M, pela sua inacção “tornou a Madeira a Indochina do mercado imobiliário”.
“É lamentável ouvir Miguel Albuquerque vangloriar-se com o lucro do imobiliário, que beneficia um pequeno grupo de pessoas, enquanto a maioria dos madeirenses, principalmente as novas gerações, tem cada vez mais dificuldade em ter uma casa que possam pagar com os salários que auferem”, denuncia o Bloco.
Esta é também a marca deste governo liberal do PSD-M e das suas políticas neo-liberais, que deixam o mercado actuar sem qualquer regulação, aponta o partido.
Para o Bloco de Esquerda, é fundamental baixar os preços das casas e para que isso aconteça é necessário regular o mercado.
Isto passará por fixar tectos máximos nas rendas, para que as famílias não sejam expulsas das suas casas pela ganância do mercado; é preciso o fim dos vistos Gold e a proibição da venda de casas aos residentes não habituais, ao mesmo tempo que se deve limitar a propagação do Alojamento Local, que tem feito dezenas de famílias deixar as suas casas devido ao aumento exorbitante de rendas.
Também é preciso que os terrenos urbanizáveis sejam para a construção de habitação a preços controlados e que o Governo construa mais habitação social, para além do PRR.
É urgente governar para as madeirenses e não para os especuladores, denuncia.
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