O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) Madeira apresentou um voto de protesto relativamente à construção das duas torres do projeto Arditi nos jardins da Universidade da Madeira, que têm levantado polémica, inclusive com a oposição de cientistas como Raimundo Quintal ou Miguel Sequeira.
“Embora o PAN não se oponha ao projecto, o partido discorda com a localização seleccionada para a sua implementação, em pleno jardim universitário, uma área que deveria ser recuperada como jardim botânico universitário para beneficiar a cidade e os seus habitantes”, referem os responsáveis do partido.
“Acreditamos que a recuperação e preservação de espaços verdes de relevância científica e ambiental, como é o caso do jardim universitário, são fundamentais para a qualidade de vida e para o desenvolvimento sustentável da região. O Governo Regional possui terrenos a montante da Universidade e do Tecnopólo, os quais consideramos adequados para a construção deste empreendimento, protegendo, assim, o potencial deste jardim para a criação de um espaço botânico universitário de referência”, diz esta força política.
A deputada Mónica Freitas, porta-voz do PAN Madeira, refere, a propósito, a importância de preservar este tipo de espaços para as gerações futuras: “A criação de um jardim botânico universitário nos jardins da Universidade da Madeira não é apenas uma questão de protecção ambiental, mas também uma oportunidade única para reforçar a educação e a investigação científica na região. É essencial que se pense a longo prazo e se valorizem os nossos espaços verdes, em benefício da comunidade académica e de toda a população.”
O PAN Madeira salienta a necessidade de um planeamento territorial que respeite os espaços verdes urbanos e reitera o seu compromisso com a protecção do ambiente e da biodiversidade.
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