Ainda há quem recicle garrafas, por necessidade

Rui Marote
A imagem suscitou ao fotógrafo um regresso a 1950. No cais da cidade, um homem vestido normalmente, com um saco de um hipermercado com as alças descansadas num dos ombros, procura abrindo nos caixotes de lixo de cor verde (vidro), que estão distribuídos ao longo da marina. O homem recolhe garrafas depositadas, em especial as de cerveja, cujo vasilhame  tem o valor de 20 cêntimos.
Todos os recipientes são passados a pente fino. Este senhor chamou-nos a atenção não só por isso, mas pelo seu cuidado: ao encontrar no vidrão sacos que não têm garrafas, colocá-los no caixote assinalado, fazendo a separação.

Trouxe recordações dos cinco anos de idade do repórter; um homem com uma serapilheira batia então às portas e em voz alta perguntava: Tem garrafas? Procurava em especial as de litro. Ofereciam por elas dois ou três tostões. Era a reciclagem da época, que aparentemente continua hoje nos mesmos moldes, e ainda e certamente, por necessidade. Algo a pensar pelas implicações sociais. Hoje em destaque na nossa rubrica “Imagem”.

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