Presidente do ADN realizou visita à RAM

O presidente do partido ADN, Bruno Fialho, realizou ontem, dia 7 de Outubro, uma visita à Região Autónoma da Madeira, a fim de debater com os coordenadores regionais a estratégia para as eleições autárquicas de 2025.

Após esse encontro, o presidente do partido ADN integrou a comitiva do ADN Madeira, composta pelos coordenadores regionais Miguel Pita e João Abreu, e como independente, a médica veterinária, Dra. Carolina Martins, que reuniu com a Dra. Marisa Gonçalves, Técnica de Análises Clínicas e presidente da Associação dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica da Região Autónoma da Madeira – TSDTRAM, com o objectivo de inteirar o ADN da situação em que estes profissionais se encontram, quer a nível nacional quer regional.

“Estes Profissionais de saúde são técnicos altamente especializados e imprescindíveis no Serviço Nacional de Saúde, mas continuam a ser menosprezados pelos sucessivos governos da República”, assegura o ADN.

Alguns dos problemas identificados foram as baixas tabelas salariais, a avaliação, a transição da pretérita carreira TDT para a nova carreira TSDT e a progressão da carreira, que provou-se ser extremamente desigual e discriminatória, sendo que, existem demasiados casos, de técnicos em início de carreira que estão a auferir um vencimento superior àqueles que têm 15 anos ou mais de experiência na profissão, bem como a foi referida a falta de autonomia em alguns Serviços.

“Verifica-se ainda que os nossos governantes ainda não estão sensíveis à necessidade de criar condições para proporcionar formações especializadas, que podem reduzir custos operacionais e as listas de espera dos utentes”, refere uma nota.

A regulação profissional também foi um dos temas da reunião, pois já foi apresentada uma proposta para a criação de uma Ordem dos TDST, a qual foi reprovada pela Assembleia da República.

O partido ADN entende que a desconsideração que vários governos já demonstraram por esta classe, bem como por outras, traduz-se numa falta de recursos-humanos, visto faltarem cerca de 15% de técnicos, o que é uma questão essencial que necessita de ser alterada.

“Por último, preocupa-nos que esta profissão não seja considerada de risco e desgaste rápido, devido ao risco biológico, exposição à radiação e produtos químicos visto existir uma elevada taxa de problemas de saúde nestes profissionais de saúde, bem como uma vida familiar bastante disruptiva devido à exigência do trabalho por turnos a que algumas das profissões das áreas de Diagnóstico e Terapêutica estão sujeitas, bem como a sobrecarga de trabalho existente”, aponta esta força política.

O partido ADN considera vital para qualquer economia ou sociedade que os trabalhadores sejam mais valorizados e melhor remunerados, “já que, para festas, banquetes ou outros gastos desnecessários ou supérfluos, feitos por quem nos governa, existe sempre orçamento disponível”.


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