“Os recentes desenvolvimentos no âmbito do processo judicial classificado como “Ab Initio” geraram na sociedade compreensíveis expressões de maior crítica e indignação”, constata a CDU.
“Este novo processo está associado a novas suspeitas de corrupção e soma-se, passados que são poucos meses, à outra intervenção de grande escala que na Região Autónoma da Madeira envolveu muitos governantes, que ainda estão sob investigação, num processo que ainda decorre”, prossegue a Coligação Democrática Unitária.
“Esta situação não pode ser desligada da sucessão de casos que, ao longo de décadas, têm alimentado um sentimento de alargada suspeição e uma percepção pública de práticas de corrupção, tráfico de influências e de criminalidade económico-financeira nesta Região Autónoma”, dizem os comunistas.
“”Ab Initio” não é, portanto, um caso isolado, nem é apenas mais um caso. Este processo confirma na opinião pública a ideia de uma corrupção estrutural, sistémica, que já faz parte da natureza do regime cristalizado na governação PSD na Região Autónoma da Madeira.
O que o processo “Ab Initio” confirma é o nível de putrefacção da governação PSD nesta Região. Fica assim destacada a inegável demonstração da podridão moral do regime político”, entendem os comunistas.
“O que sobressai é que vivemos sob um regime em que a corrupção é “política do Estado”. Toda esta realidade é o resultado da mais profunda promiscuidade entre o mundo dos negócios e a governação, da absoluta fusão entre o poder político e os grandes interesses económicos e financeiros”, acusam.
“A subordinação do poder económico ao poder político, inscrita na Constituição da República Portuguesa, e o combate à corrupção e à criminalidade económico-financeira são problemas do regime democrático e da acção em sua defesa, bem como objectivos da luta por uma plena democracia nas suas dimensões política, económica, social e cultural. Por isso, na Região Autónoma da Madeira o combate à corrupção e à criminalidade económico-financeira é um combate a travar em defesa do regime democrático e pelo aprofundamento da democracia”, prosseguem.
Assim, “tendo em conta a importância dos princípios que estão em causa, a CDU promove no Funchal a realização de uma “Tribuna Pública” junto ao Palácio de São Lourenço, na Avenida Zarco, na próxima segunda-feira, 23 de Setembro, às 17h.30m. Esta pretende ser uma tribuna de protesto contra a corrupção no regime e contra a corrupção do regime”, declara-se.
“Para além do apelo ao necessário prosseguimento de todos os esforços para apuramento dos factos e das responsabilidades nos processos de investigação em curso, esta tribuna tem também por objectivo exigir a tomada de medidas, há décadas reivindicadas pela CDU, de combate às situações de promiscuidade em que titulares de cargos públicos e decisores políticos transitam para empresas privadas, com o também misturam as funções de representação institucional e o interesse público com negócios privados”.
“A “Tribuna Pública” estará aberta a toda a população, na qual estão previstas diversas intervenções políticas que darão voz ao protesto contra o regime, darão expressão à crítica a governação do PSD e dos seus aliados, e manifestarão a urgência de um outro rumo e de uma outra política para a Região Autónoma da Madeira”, conclui-se.
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