
O partido ADN, em novo comunicado, declara que os madeirenses e os portosantenses neste momento têm um Serviço Regional de Saúde “limitado, deplorável e muitas vezes deficitário” devido à falta de médicos. “Para comprovar esse facto basta vermos as listas de espera para consultas, exames e cirurgias que são uma autêntica incógnita e motivo de desespero para quem necessita de acesso à saúde”.
Assim, propõe uma “discussão” na ALRAM para que seja possível os utentes recorrerem aos médicos privados não convencionados com o nosso serviço regional de saúde, de forma que estes possam submeter os recibos e sejam devidamente reembolsados pelo IA-Saúde.
O ADN acredita que há capacidade por parte do Governo Regional em alterar a lei de forma como esses utentes são abrangidos pelo respectivo reembolso, quer o médico seja convencionado ou não pelo SRS, e que a “Saúde” não pode esperar meses ou anos como sucede atualmente.
Além disso, o partido afirma que que esta medida anti-discriminatória dos direitos de acesso à saúde poderá mitigar o crescimento das listas de espera que desesperam os utentes da RAM. Apesar de ter compreensão que os médicos que vêm do continente não pretendem constar da lista regional de médicos convencionados pois isso poderá prejudicá-los do ponto de vista de carreira profissional, reafirma que também é legítimo que os utentes da RAM não sejam prejudicados por esta lei discriminatória.
Defende ainda a necessidade de alterar esta lei de forma que haja justiça no acesso à Saúde ou que seja feito em regime de excepção a nível provisório enquanto se mantiver a falta de médicos na RAM, pois “não é justo que os utentes tenham de recorrer a um médico privado não convencionado e custear a consulta, exames e cirurgias por completo”.
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