IL exige esclarecimentos sobre o combate aos incêndios

Controlado, finalmente, o incêndio que assolou a Madeira nos últimos 12 dias, a Iniciativa Liberal Madeira veio, através de um comunicado, manifestar o seu agradecimento a todos os operacionais que, com o seu contributo e com o seu empenho, evitaram a ocorrência de um desastre de maiores proporções.

Este agradecimento estendeu-se também aos jornalistas e aos órgãos de comunicação social que, não obstante os constrangimentos criados, desempenharam um papel crucial para manter a população permanentemente informada sobre a evolução do incêndio e as reais consequências do mesmo.

Paralelamente, a Iniciativa Liberal Madeira expressa a sua total solidariedade a todos os afetados por este incêndio, seja a nível pessoal, patrimonial, ou no desenvolvimento das suas atividades económicas e profissionais.

Contudo, o partido acha essencial esclarecer todas as dúvidas legítimas que surgiram durante o combate ao incêndio. As questões que consideram prioritárias incluem:

“A intervenção inicial foi célere, decidida e adequada? Quando e por quem foi dado e recebido o alerta?Qual foi a resposta ao alerta? O local onde o incêndio deflagrou é inacessível? Quando é que os primeiros bombeiroschegaram ao mesmo e queprocedimentos adotaram?A Levada do Norte não poderia ter sido utilizada para combater o incêndio na sua fase inicial?Para além do mais:Por que motivo o plano regional de emergência de proteção civil não foi imediatamente ativado?

Qual a razão para a recusa dos pedidos feitos, por autarcas, para que existisse um reforço de meios? Onde estiveram os 90% dos meios disponíveis que não foram inicialmente utilizados? Chegaram a ser mobilizados e utilizados? A influência do vento na propagação das chamas foi devidamente avaliada e prevenida?

Os drones do Exército, foram utilizados para monitorizar o avanço do “fogo lento” e prevenir reacendimentos?

Foi seguido o Manual de Combate aos Incêndios Florestais para Equipas de Primeira Intervenção, nomeadamente, através da abertura imediata de faixas de contenção de fogo? Quantos metros foram abertos antes da chegada das equipas do Continente? Foram adotados os métodos e equipamentos que permitem o reabastecimento rápido/próximo do helicóptero de combate? A recusa inicial do apoio da República foi justificada? O Mecanismo Europeu de Proteção Civil foi ativado tardiamente?

Os aviões Canadair poderiam ter intervindo em momento anterior? Quais são as condicionantes da respetiva intervenção?

O que ganhou a RAM ao ter ficado excluída do Plano Nacional de Gestão de Fogos? O que se aprendeu com os incêndios das últimas décadas e que medidas foram adotadas para prevenir situações semelhantes? Que investimentos foram feitos desde então e qual a sua eficácia? Que medidas propostas pela Secção Regional da Madeira da Ordem do Engenheiros no ano de 2016 foram adotadas? Considerando a orografia da Madeira, existem acessos aos locais chave? Existem aceiros em número e locais adequados? Existe infraestrutura funcional nas serras e nas cumeadas? Que trabalho é feito regularmente para limpar as zonas altas e reduzir a matéria combustível?”

A Iniciativa Liberal Madeira entende que estas dúvidas devem ser objeto de investigação e de avaliação aprofundada, levada a cabo por entidades competentes, isentas e autónomas, incluindo o Ministério Público, e a executar com a maior brevidade possível.


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