Artigos que incomodam…

Parece que os meus artigos sobre a vida citadina e não só, sobre as mudanças e transformações que se verificam na urbe, sobre os prédios devolutos e a degradação de monumentos, sobre lixo, desleixo na via pública ou outros aspectos menos positivos do quotidiano são desagradáveis para alguns, que não me poupam as críticas nos bastidores. Dizem que sou maldoso, que não faço contraditório, que me meto onde não sou chamado…
Mas se pensam que me intimidam ou incomodam, desenganem-se. Recordando as minhas vivências africanas, posso dizer que já sou um “cocuana”, o que em dialecto changana, em língua moçambicana, quer dizer “velho respeitável”.
Dentro de um ano serei octogenário. Sou jornalista do IV grupo e o mais velho em actividade na Região, com carteira profissional nº139 com validade até Agosto de 2026. Pretendo prosseguir a minha actividade, se Deus Nosso Senhor mo permitir.
Não cedo a pressões ou ameaças nem do poder político ou religioso. Acredito no poder judicial, com que por vezes vêm ameaçar-me… E até na Justiça divina.
A Constituição deu-me liberdade de expressão e vou continuar a informar das coisas que são verdade, doa a quem doer. Aprendi em jovem nos escuteiros um dos princípios: “A minha honra inspira confiança”. E é assim e é esse princípio que me rege. Escuteiro por um dia, escuteiro para toda a vida…
Quero sublinhar nesta minha declaração/ opinião três coisas. Primeira, embora o contraditório seja um dos princípios base do jornalista – este não está obrigado a contraditórios ridículos! Ou seja, quando a situação de que fala é uma evidência. Se um prédio ou monumento se deixou cair na degradação e tem as paredes corroídas, isso é evidente para todos os que o veem. Se há um jardim mal cuidado, isso é evidente também para todos. O pior cego é o que não quer ver. E saber aceitar críticas também faz parte da governação responsável.
A segunda coisa é a de o Funchal Notícias e eu estamos sempre disponíveis para publicar esclarecimentos. Nem precisam vir ao abrigo do direito de resposta. Damos-lhes o mesmo destaque que ao artigo que os originou. Porque não vêm quase nunca esses esclarecimentos? É caso para questionar.
A terceira coisa é a de que nada do que escrevo sobre a vida quotidiana, a cidade onde vivo e a região onde habito é motivado por má fé.
E é tudo. Para que fique registado e não haja dúvidas.

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