CDU denuncia “crime” na Ribeira dos Socorridos

A CDU levou a efeito, na tarde de hoje, uma acção na Ribeira dos Socorridos, no âmbito da iniciativa de denúncia intitulada “Obras Criminosas”. Ali Edgar Silva considerou que “o Vale da Ribeira dos Socorridos é um dos mais gritantes casos de concentração de obras criminosas. Este é um dos lugares do crime em que o interesse público é posto em causa através do licenciamento de obras e instalação de empresas naquela que era a original zona de cheia da Ribeira”.
De acordo com Edgar Silva, “os riscos e ameaças à segurança de pessoas e bens na Ribeira dos Socorridos não se resolvem apenas com obras de construção civil no leito e nas margens da Ribeira”.
Para a CDU, “estão em causa obras criminosas, que contam com mão criminosa de governantes, tanto mais quando os mesmos favoreceram a instalação de infraestruturas e equipamentos de superior interesse estratégico para toda a Região na foz da Ribeira dos Socorridos”.
Afirmou Edgar Silva: “É um erro grave pensar que estes crimes políticos se resolvem com muralhas, onde se atenta contra o interesse público. Onde se repetem e agravam processos de estreitamento de linhas de água, onde se alteram as margens da ribeira, como acontece na Ribeira dos Socorridos, onde se concentram empresas e materiais pesados na antiga zona de cheia das ribeiras, é errado pensar que, na hora de chuvas intensas, o problema está resolvido com muralhas na ribeira”.
Edgar Silva, entende que “são decisores políticos que estão na base de actos criminosos como o da implantação de estaleiros de empresas de construção civil, com máquinas e muitos materiais, no curso da Ribeira dos Socorridos, que licenciaram empresas no leito de cheia, que permitem uma pedreira e uma britadeira na ribeira. Existem responsáveis políticos que permitiram e actos políticos que justificam a extração de pedra da própria ribeira e o depósito dos materiais naquela área”.
“O crime político associado ao licenciamento de empreendimentos na Ribeira dos Socorridos não se resolve com muralhas. Não é assim que se previnem os dias de aluvião. Não basta fazer muralhas nas ribeiras”, conclui este responsável partidário.

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