
A CDU desenvolveu hoje uma iniciativa política no Lazareto, onde foram apresentados exemplos de obras criminosas que os governantes estão a concretizar no Funchal.
Edgar Silva, coordenador regional, afirmou que esta intervenção da CDU «indica obras criminosas, como é o caso da instalação de equipamentos públicos dentro do Ribeiro do Lazareto. Com tantas outras construções a montante, com os diversos obstáculos e constrangimentos de betão ao longo do curso daquele ribeiro, que se prolongam até ao alto do Lombo da Quinta, os governantes mais não fazem do que um criminoso atentado ao interesse público, pondo em causa a segurança de pessoas e bens».
De acordo com Edgar Silva, «é quase inacreditável que, como se não existissem outras localizações possíveis, os governantes tenham escolhido precisamente o leito de um ribeiro, tenham escolhido uma zona de elevado risco para a implantação da nova ETAR do Funchal (…) a construção de uma infraestrutura pública dentro de um ribeiro depois do que foi a catastrófica aluvião de 20 de fevereiro de 2010, no Ribeiro do Lazareto, onde morreram pessoas e onde a força da destruição foi tão expressiva, só pode ser uma prática criminosa contrária a um mínimo de racionalidade e de responsabilidade».
Para a CDU, «estão em causa obras criminosas, não só quando se aponta o caso concreto da ETAR em construção dentro do Ribeiro do Lazareto, mas também quando nos reportamos a tantas outras construções a montante daquele ribeiro. A multiplicação de processos de estreitamento das margens do Ribeiro do Lazareto, de ocupação desregrada das linhas de água, de desvio do curso do ribeiro, acumulam riscos, somam perigosidades, formam um imenso atentado contra a segurança e contra o interesse público».
Disse ainda que «esta iniciativa política da CDU, intitulada “Obras Criminosas” dos governantes desta terra, denuncia lugares do crime que crescem contra o interesse público na Madeira, e acusa os responsáveis por sucessivas práticas que há muito deveriam contar com a ação do Ministério Público».
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