
Paulo Cafôfo, do PS, afirmou hoje durante a discussão na Assembleia sobre o Orçamento que a Madeira não pode continuar a ser a região com a maior taxa de pobreza, salários médios mais baixos e o pior poder de compra do país, por mais que tentem ser contrariados estes factos na Assembleia.
Demonstrou preocupação com as listas de espera para a saúde terem duplicado nos últimos anos e o “fosso” entre quem tem capacidade financeira e quem não tem para a saúde ter sido aprofundado. Neste âmbito, referiu que a construção do novo hospital é positiva, mas que só foi possível com o apoio do PS.
Mencionou, ainda, o problema do acesso à habitação, descrevendo-o como ”ignorado” pelo governo, e realçou que a falta de rendimentos dos agricultores e a falta de apoios para as famílias. Declarou que “há dinheiro para isso”, visto que o governo o tem arrecadado com os impostos dos madeirenses, com um aumento da receita fiscal em 4,8%.
O líder dos socialistas considera que o orçamento não resolve os problemas que as pessoas esperam ver resolvidos e que é só “mais do mesmo”, já que “não resolverá os problemas estruturais da região”. Propôs, assim, a inclusão de um conjunto de medidas prioritárias para os resolver, como o aumento dos rendimentos das famílias, a redução do IVA, a melhoria dos transportes públicos e o sector da habitação.
Mais especificamente, falou, ainda, da possibilidade do governo pagar as propinas aos alunos universitários, no aumento dos rendimentos dos agricultores, dos idosos (em mais 150 euros mensais) e um aumento do subsídio de insularidade. Bem como na implementação de medidas para facilitar a aquisição de habitações, sobretudo para pessoas com deficiências, mas também para os portugueses que neste momento não tenham capacidade de adquirir uma casa, de forma a fazer face ao aumento das rendas.
Quanto às listas de espera na saúde, reafirmou que o PS apresentou uma proposta para garantir a igualdade no tratamento da saúde. Mencionou ainda o Ferry entre a Madeira e o continente, destacando a sua importância.
Concluiu, explicando, que o governo responderá a estas propostas e dirá que não são possíveis, mas que, a seu ver, são capazes de as realizar se “cortarem nas gorduras e o que gastam em tachos”.
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