
Rui Marote
A Casa de Concertos em construção na Avenida de Sá Carneiro move-se de “garfo e não de colher”, num verdadeiro jogo da glória em que os dados lançados acertam sempre no caranguejo, andando sempre para trás.
O Funchal Notícias nas rondas habituais verificou que a obra em curso move-se, de facto, a passo de “caranguejo”.
Estava previsto que até ao final do ano a contenção da muralha estivesse concluída.
Somos engenheiros de bancada e muito menos especialista em estacas. Mas pouco se tem feito nesta obra que tem menos de 20% dos trabalhos a serem concluídos. Por este andar “nem o pai morre nem a gente ceia”. Desde há muito que uma obra desta envergadura tem apenas no terreno três ou quatro trabalhadores. Não vale a pena virem com a historieta de que a obra não anda devido ao orçamento não estar aprovado…
A Casa de Concertos é uma obra de 20 milhões em que as derrapagens previsivelmente vão ultrapassar os 10 milhões e outros concursos que irão aparecer.
O PIDDAR comparticipou com 85% a fundo perdido e o orçamento de estado comparticipou com uma verba e a RAM com 5% mais ou menos.
“Este empreendimento que está, actualmente, na primeira fase, com início de construção previsto para o início do próximo ano, será a residência da Orquestra Clássica da Madeira e contará ainda com diversa programação cultural de qualidade. Compreenderá duas salas de espectáculo, uma com cerca de 600 lugares e outra com 200 lugares”, revelou o chefe do executivo madeirense, elogiando o “trabalho de concepção excepcional” dos arquitectos da Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas, podia ler-se há tempos.
A empreitada da ‘Sala de Concertos da Madeira’, cuja 1ª Fase – Escavação e Contenção Periférica foi aprovada em Conselho de Governo, deverá custar 20 milhões de euros, admitiu o presidente do Governo Regional.
A proposta apresentada aprovada pelo concorrente RIM-Engenharia Construções, S. A., tem preço contratual de € 1.638.984,01 (Um milhão, seiscentos e trinta e oito mil, novecentos e oitenta quatro euros e um cêntimo) e prazo de execução de 300 dias.
Acontece que a RIM recebeu € 1.638.984,01 (Um milhão, seiscentos e trinta e oito mil, novecentos e oitenta quatro euros para contenção da muralha e os 300 dias esgotam-se no fim deste ano.
Será um um milagre concluir…

As nossas imagens são elucidativas de uma obra “deserta” com trabalhadores a marcar o ponto. Onde está a fiscalização? A não aprovação do orçamento é uma treta, dizemos. Para tocar viola a preciso ter unhas e a orquestra ainda nem começou a tocar…
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