Uma informação do Sanas sobre o resgate ontem efectuado a bordo da embarcação “Bonita da Madeira” dá conta de que esta foi a primeira evacuação médica realizada com enfermeiro a bordo das embarcações salva-vidas do SANAS-Madeira.
A recepção da chamada no Centro de Salvamento Costeiro com a descrição do estado da vítima originou a colocação em prontidão do SANAS105 tendo em conta a localização da embarcação marítimo turística: 7,5 milhas náuticas a sudeste do Centro de Salvamento Costeiro e a 12,5 milhas náuticas a este-sudeste do Funchal.
“Quando fomos informados do historial da cidadã lituana e das queixas que a mesma apresentava passou-se os dados a um dos enfermeiros da instituição que, face ao quadro clínico, aconselhou uma avaliação mais profunda do estado da vítima no local”, informa Ângelo Abreu.
O Comandante do Corpo Operacional diz que “foi decidido reforçar a tripulação, já composta por dois elementos com TAS, com enfermeiro para que se pudesse ter uma equipa especializada no local e a acompanhar a evolução da situação”.
A idade da senhora, 91 anos, e os antecedentes de patologia cardíaca “foram, conjugados aos sinais que recebíamos por parte da tripulação da embarcação MT, suficientes para se perceber que era necessária uma evacuação rápida, em coordenação com o SEMER devido à presença da mala de enfermagem a bordo, e à necessidade de seguimento para unidade de saúde”.
Na chegada ao local apuraram-se as circunstâncias, confirmando-se que a vítima havia tomado a medicação SOS que possuía consigo devido ao seu historial clínico.
Com o seu estado de saúde estabilizado, procedeu-se ao transbordo para bordo embarcação salva-vidas tendo o timoneiro, recebendo a indicação da necessidade de uma evacuação rápida e avaliando as condições de mar, decidido dirigir-se para o Centro de Salvamento Costeiro, pedindo-se ao Serviço Regional de Proteção Civil o envio de uma ambulância para o local.
A supervisão de uma turista médica que estava a bordo e a toma da medicação “foi crucial na estabilização da evolução do problema. Detectou-se uma hipertensão, confirmada pela reavaliação efectuada pelos Bombeiros Sapadores de Santa Cruz dentro da ambulância, que foi a nossa maior preocupação no transbordo que se efetuou, tendo sido tomados gestos de forma a minimizar consequências maiores para a vítima”, disse o enfermeiro do SANAS105.
A intervenção confirma “a importância de termos elementos com formação diferenciada a bordo nas equipas de primeira intervenção. A avaliação efetuada pelo enfermeiro, a existência de medicação específica na mala de enfermagem e a coordenação com o SEMER permite-nos assegurar uma maior e melhor resposta em caso de necessidade de intervenção, melhorando os cuidados prestados às vítimas”.
Realce ainda para o facto de “entre a activação da embarcação e a chegada ao local passaram-se 20 minutos, um tempo que vamos trabalhar para reduzir ainda mais porque nestes casos todos os segundos contam”, conclui Ângelo Abreu.
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