O antigo governante Sérgio Marques, peça fulcral nas críticas sobre as “obras inventadas” do Governo Regional que conduziram a investigações parlamentares que nada concluíram, sobre eventuais “ligações perigosas” entre empresários madeirenses e a estrutura de governo, veio divulgar as razões para apoiar Manuel António Correia nas eleições internas do próximo dia 21.
Recorde-se que, depois das polémicas declarações de Sérgio Marques, e das comissões parlamentares que nada concluíram, veio a “tempestade” do megaprocesso que implicou como arguidos Pedro Calado e Miguel Albuquerque, entre outros.
Ora, agora na corrida à liderança do PSD-M, e depois do surgimento da candidatura de Manuel António, que considera que o partido está “doente” e consequentemente necessita de se curar e reinventar, têm aparecido múltiplos apoiantes do concorrente de Albuquerque nas internas, sendo que Sérgio Marques vem agora divulgar as suas razões. Diz o mesmo que “seria bem mais fácil e cómodo, nesta disputa, ficar neutro e recatado. Mas, como nunca, a situação do PSDM é de tal forma delicada e frágil que a todos nos deve interpelar para a participação activa2.
“A Madeira vive uma situação, em que o PSD, sob a actual liderança, não consegue garantir estabilidade futura”, considera Marques.
“Se extrapolados os resultados da eleição de domingo para umas eleições regionais, e é um exercício muito benevolente para o meu partido, que na situação actual nunca teria tal votação, ainda assim muito longe de uma maioria absoluta, e sem parceiros com quem se coligar, ficaríamos numa situação de ingovernabilidade, porventura pior do que a actualmente existente no contexto nacional”, diagnostica.
“Situação que tenderá a piorar quando voltarmos a estar sujeitos, num futuro próximo, a verdadeiros torpedos, judiciais e mediáticos, que poderão provocar mais situações caricatas e humilhantes para todos nós, sociais-democratas e madeirenses”, adianta.
Sérgio Marques diz condenar a espectacularidade e os tiques coloniais revelados na actuação da justiça, mas esta tem de ser feita e todas as responsabilidades apuradas, se as houver.
“O princípio da presunção de inocência é sagrado e desejo muito que os meus companheiros, sobre os quais incidem graves suspeitas, possam provar a sua inocência”, afirma.
“Mas a simples existência destas suspeitas indiciadas na sequência de investigação judicial, ainda que preliminar, é incompatível com o exercício das mais altas funções à frente de órgãos de governo próprio da autonomia regional. A defesa da autonomia, a credibilidade da autonomia também passa por aqui!
Uma mudança da liderança do PSD/M é por isso necessária e urgente”, entende.
Para Sérgio Marques, Manuel António Correia oferece garantias de boa governação.
“O Manuel António tem uma grande experiência governativa. Revelou sempre iniciativa, sentido de responsabilidade, consciência social e capacidade de decidir. As provas dadas que pode apresentar, são os 20 anos de funções executivas, onde começou muito jovem, tendo hoje a maturidade ideal para liderar os destinos da Madeira”.
Tem uma relação certa e equilibrada com o poder económico. “Os parceiros económicos são fundamentais para o desenvolvimento da Região. Mas é essencial que exista uma relação equilibrada, com uma distância saudável que garanta independência perante quem, pela sua dimensão, pode ter excessivo peso nesse relacionamento.
Manuel António provou partilhar esta visão quando exerceu funções no Governo Regional”, acrescenta.
Sérgio Marques realça ainda a “sensibilidade social” de Manuel António, “crucial num tempo em que perante o grande crescimento da riqueza regional a desigualdade social corre o risco de aumentar e um elevado nível de pobreza persiste na nossa Região com o qual não nos podemos conformar.
Por outro lado, só com sensibilidade social poderemos responder ao problema habitacional e aos problemas decorrentes de uma crescente população idosa. Queremos uma sociedade onde todos se sintam incluídos”.
Diz ainda que mesmo quem não gosta do Manuel António reconhece que se trata de pessoa íntegra e desprendida de lugares.
2Os 10 anos de retiro do Manuel António demonstram o seu desprendimento de lugares públicos. Não precisar de estar agarrado ao poder para fazer a sua vida.
Também eu, em todas as situações em que deixei cargos públicos, fi-lo pela minha estrita vontade e pelo meu pé, quando seria muito mais fácil ficar nos mesmos com uns remedeios. O problema é que isso ofendia a minha consciência e honorabilidade. E sem estas não vale a pena ocupar esses lugares.
Também por isto me identifico com a candidatura do Manuel António”, conclui, exclamando: “Viva o PSD! Viva a Madeira!”
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






