Editorial: O que dizem os teus olhos!

Não. Não vou falar de política! Falo de uma tendência perigosa que está no mercado: Há pelo menos uma empresa que está a aliciar os cidadãos, sobretudo os mais jovens, para, a troco de 70 a 80 euros, em criptomoedas, deixarem fazer um scaner da íris dos seus olhos.

A empresa garante o anonimato, o tratamento legal de dados pessoais, etcetra e tal.

Mas cuidado! Ceder dados pessoais, sobretudo biométricos, acarreta muitos riscos.

Quem nos garante que não podem ser usados para roubos de identidade?

Quem nos garante que não podem ser utilizados para controlos não voluntários por parte de empresas?

Quem nos garante que não podem ser manipulados pela Inteligência Artificial e que não entram no perigoso campo das alterações genéticas?

Dizem-nos as notícias que, em Espanha, mais de 400 mil pessoas já “venderam” a imagem da sua íris a troco de criptomoedas.

Cuidado!

Dizem-nos os estudioso que a iris é ainda mais reveladora da nossa identidade do que a impressão digital.

O debate não é novo. Já, em 1996, quando surgiu a polémica da clonagem da ovelha Dolly, se alertou para o fenómeno da Identidade.

Não raras vezes surgem notícias sobre tráfico de órgãos humanos.

Não raras vezes se debate a manipulação genética de embriões.

A vida humana é um mistério! Não há dois seres humanos iguais.

Querer “mexer” na Criação é um caminho perigoso.


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