O jornal “Expresso” publicou uma reportagem na qual refere que a discoteca “Vespas” “foi alegadamente usada durante anos como uma plataforma giratória para fazer circular dinheiro vivo entre empresários e políticos na ilha da Madeira”.
Afirma o jornal que esta “é uma das linhas de investigação seguida pelo Ministério Público e pela Polícia Judiciária nos três inquéritos-crime sobre a corrupção na Madeira que têm estado a ser conduzidos por três procuradoras do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), depois de terem sido descobertos meio milhão de euros em dinheiro vivo na casa do dono e gerente daquela discoteca durante a megaoperação de buscas feita na região a 24 de janeiro”.
“Para o MP, o dinheiro encontrado nessa casa — que é também a sede formal da empresa das Vespas, como é conhecida a discoteca — serviu para lavar dinheiro de diversas origens e com diversas finalidades”.
“Segundo a investigação”, refere o Expresso, “esse dinheiro estará ligado a Pedro Calado, ex-presidente da Câmara do Funchal e antigo vice-presidente do Governo Regional da Madeira. Calado tem sido desde 2016 copiloto de ralis na Team Vespas, equipa que representa a discoteca em competições”.
O jornal acrescenta ainda, numa reportagem da autoria de Hugo Franco e Micael Pereira: “Nas buscas a uma das firmas que deram dinheiro nos últimos anos para o carro de ralis do antigo número dois de Miguel Albuquerque, a Acin — iCloud Solutions, a Polícia Judiciária encontrou um dos sócios-gerentes no local disponível para prestar declarações. Tolentino Pereira contou aos inspetores que Calado e o seu piloto, Alexandre Camacho, têm o controlo efetivo das Vespas”.
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