PTP questiona decisão do juiz Jorge Melo no caso da Madeira

A candidata do PTP, Raquel Coelho, veio esta tarde questionar se a decisão do juiz de instrução, Jorge Melo, “foi feita por análise dos factos da investigação da corrupção na Madeira ou se decidiu libertar os arguidos e considerar que não havia matéria criminal para se vingar do MP, com quem tinha divergências”.
Diz o PTP que “foi tornado público que a procuradora que dirigiu a investigação na Madeira testemunhou contra o juiz que libertou os arguidos. Sabe-se que o juiz foi castigado em Março de 2008 com 120 dias de suspensão e com a transferência da Comarca de Sintra, onde estava colocado.  Em causa esteve a violação de deveres de correção e urbanidade. O comportamento inadequado do juiz com os arguidos, mas também com os procuradores do Ministério Público, com quem trabalhava”.
“Alguma coisa está mal contada, primeiro o juiz insistiu numa prisão prolongada dos arguidos para depois haver uma conclusão do qual não há indícios de crime passados 21 dias”, disse Raquel Coelho.
Para o PTP, algo de muito errado se passa na justiça portuguesa para justificar que o mesmo caso tenha interpretações tão diferentes entre o MP e o juiz de instrução. Para Raquel Coelho, é muito grave que a corrupção esteja sujeita a interpretação e defende um maior escrutínio ao aparelho de justiça.

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