Os trabalhadores da Empresa de Cervejas da Madeira ainda não vão avançar para greve. Um comunicado do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e da Indústria da Alimentação, Bebida e Tabacos de Portugal refere que após os trabalhadores terem decidido fazer greve a 8 de Fevereiro, caso não tivessem resposta da empresa, esta enviou comunicado com os aumentos salariais para 2024. Foi feito um plenário de trabalhadores para fazer o ponto da situação da Revisão do Acordo de Empresa para este ano, onde a ECM apresentou a proposta de 5,5% de aumento e um valor salarial mínimo de 870 euros com efeitos retroactivos ao primeiro dia de 2024.
Entretanto, a ECM especificou: aumento de 8,1% para o salário mínimo na empresa; aumento de 7 por cento para os salários até aos 900 euros; 5,5% para os salários acima desse valor; o mesmo valor de aumento no subsídio de refeição; e atribuição de 25 dias de férias, independentemente das faltas justificadas.
O Sindicato diz que os trabalhadores esperavam que a proposta da empresa viesse mais ao encontro das suas justas reivindicações. Até porque a empresa assume que tem tido resultados financeiramente positivos nos últimos dois anos.
Entretanto, a ECM ficou de dar resposta à questão do aumento das restantes cláusulas de expressão pecuniária, bem como a redução do horário de trabalho semanal. Os trabalhadores decidiram então aguardar pela resposta da empresa no que a estas cláusulas concernem, bem como a redução gradual do horário de trabalho para as 35 h semanais, o subsídio de refeição passar para 8,50 euros, e um aumento mínimo na tabela salarial para todos os trabalhadores de valor não inferior a 65 euros.
Assim, ficou agendado novo plenário para Abril de 2024.
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