Director nacional da PJ: operação já há anos estava a ser preparada

Luís Neves, director da Polícia Judiciária a nível nacional, falou hoje sobre a operação que sacudiu as fundações da sociedade madeirense. Objectivo: afirmar que não houve quebra do segredo de justiça por parte da PJ, e defender a oportunidade da data em que as buscas foram feitas, face a persistentes críticas.

De acordo com Luís Neves, a operação, de nome desconhecido até à data, foi planeada já em Setembro do ano transacto, embora decorressem investigações já há “dois ou três anos”.

Ao invés de 300 inspectores, participaram na mesma 140 inspectores e dez peritos vindos do continente à Região.

Por outro lado, salientou que a colaboração das Forças Armadas não é nada de novo. E, falando sobre a demora dos arguidos em serem ouvidos na capital portuguesa, mencionou que há muita prova recolhida, “mais de uma tonelada” em material digital.

Foram postos em marcha “107 mandatos na Madeira e 25 no Continente”, explicou.

Cerca de 25 elementos da PJ-Madeira também participaram da operação.

Sobre eventuais fugas de informação e violação do segredo de justiça para a comunicação social, negou qualquer responsabilidade da PJ, e disse desconhecer. Também negou que tenham vindo jornalistas juntamente com os inspectores no avião da FAP.


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