Passageiros dos cruzeiros também vão pagar taxa turística

Foi hoje aprovada, em Reunião de Câmara, a actualização de taxas referentes ao abastecimento de água, saneamento básico e tratamento de resíduos sólidos, em 5,79%, de acordo com a variação média da inflação dos últimos 12 meses, refere uma nota da CMF.

Nas declarações após o encontro, o edil adiantou que os turistas que desembarcam no Funchal, nos navios de cruzeiros, pagarão igualmente uma taxa turística municipal, aplicada pela APRAM, após celebração de protocolo com a autarquia.

De acordo com o autarca, a taxa turística municipal a aplicar pelo Funchal, de dois euros por noite, no máximo de sete noites, em que se inclui o que será pago pelos turistas dos paquetes, deverá rondar os 12/13 milhões de euros (sendo devolvidos às unidades hoteleiras 2,5%) ,referentes a seis/sete milhões de dormidas.

No caso do fornecimento de água, para um consumidor doméstico comum, cuja facturação incida, em média, nos 10 metros cúbicos mensais, isso representará um acréscimo de 1,48€/mês, conforme explicou o edil funchalense.

Pedro Calado recordou o investimento, superior a 12 milhões de euros, que a autarquia está fazer na renovação das redes de abastecimento de água, que, disse, se encontravam muito obsoletas, o que já levou, inclusive, a uma diminuição da perda de água (comprada, em alta, à ARM, para posterior abastecimento aos munícipes).

O Funchal, com um custo de 13 euros, em média, para uma família de quatro pessoas, pratica preços mais baixos, quando comparado com os outros municípios, quer regionais, quer nacionais, como adiantou o autarca, dando vários exemplos nesse sentido, chegando nalguns casos a 16/17 euros e 30 euros, respectivamente.

Mau grado esta actualização de preços, o presidente da CMF realçou igualmente o reforço que a autarquia tem vindo a fazer nos diversos apoios sociais, bem como as políticas de baixa fiscalidade implementadas pela edilidade, quer para as famílias quer para as empresas, nas quais se incluem a devolução de IRS (com cerca de quase 21 milhões de euros em quatro anos), e a eliminação da derrama, entre outras, não se esquecendo ainda o aumento no que se refere ao “investimento público”.


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