No dia 29 de Novembro assinalou-se, em todo o mundo, o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina. Esta data é celebrada desde 1977, por determinação da Organização das Nações Unidas (ONU) que, ao longo das últimas décadas, tem aprovado várias Resoluções no sentido de que sejam reconhecidos dois Estados, o de Israel e da Palestina, pretensão sempre recusada pelos sucessivos governos israelitas, refere uma nota do Bloco de Esquerda.
Para os bloquistas, é imprescindível recordar que, em 1948, “mais da metade do
povo palestiniano se tornou refugiado, dezenas de milhares foram mortos e
500 aldeias e comunidades foram destruídas” (In
Os acontecimentos do dia 7 de Outubro chocaram o mundo e desvendaram,
perante a opinião pública, a violência intrínseca à relação colonial que condiciona a existência de Israel e da Palestina desde 1948. O que se seguiu ao terror do massacre de civis desencadeado pelo Hamas foi a vingança de um Estado ocupante que há muito escolheu ignorar as leis da guerra e o direito humanitário.
Um mês após o início da guerra contra a Faixa de Gaza, as avções bélicas do Estado de Israel mataram mais de 11 mil pessoas, em média 336 por dia, uma pessoa a cada quatro minutos e meio. No dia mais sangrento, 24 de Outubro, os bombardeamentos israelitas vitimaram 756 pessoas. 68% por cento das vítimas são crianças, jovens e mulheres.
Entre as vítimas contam-se também 42 jornalistas e mais de uma centena de
funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU) – o número mais elevado
em 78 anos de história da organização.
De acordo com o secretário-geral da ONU, “o povo palestiniano foi sujeito a
56 anos de ocupação sufocante; viram as suas terras serem continuamente
devoradas por colonatos e assoladas pela violência; a sua economia foi
sufocada; as suas pessoas foram deslocadas e as suas casas demolidas. As
suas esperanças numa solução política para a sua situação têm vindo a
desaparecer” .
Como recordou António Guterres, é impossível olhar para o contexto da
violência em Israel e na Faixa de Gaza sem reconhecer que a ocupação mais
longa do mundo se transformou numa anexação formal. A possibilidade de paz
na região foi destruída com o fim da pretensão de um processo de criação de
um Estado palestiniano.
É por essa razão que, além de condenar todas as agressões, incluindo o assassinato, rapto e outras violações de direitos humanos que foram cometidas contra as vítimas inocentes desta guerra, de ambos os lados, o escalar do conflito exige mais do que o apelo humanitário; exige acção política concreta que possa contribuir para uma solução pacífica e negociada que só pode passar pela garantia do direito do povo palestiniano a um Estado soberano e independente, com capital em Jerusalém Oriental, e a efectivação do direito ao retorno dos refugiados, conforme as resoluções pertinentes da ONU, refere uma nota.
“No Dia Internacional de Solidariedade para com o Povo Palestiniano, o deputado do BE entregou na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira um voto de saudação, solidarizando-se com todo o Povo Palestiniano e os que, na Faixa de Gaza, enfrentam um verdadeiro genocídio perpetrado pelo Estado ocupante, fazendo votos para que, o regresso às negociações, permitam colocar um ponto final na guerra e reconhecer o direito à existência do Estado Palestiniano, nos termos propostos pela ONU”, refere uma nota.
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