Madeira treina ciberataques

O exercício anual de ciberdefesa do Exército Português “CIBER PERSEU” iniciou-se, esta segunda-feira, com a simulação de vários ataques no ciberespaço, testando a capacidade de resposta concertada entre as várias entidades envolvidas, entre as quais o Governo Regional.

A iniciativa, que decorre até à próxima quinta-feira, dia 9, pretende avaliar e treinar a capacidade de resposta do Exército face à ocorrência de ciberataques, de âmbito nacional ou internacional, que afetem as Comunicações e os Sistemas de Informação que suportam o Comando e Controlo, pondo em causa a obtenção da superioridade de informação das Forças Terrestres.

Constituindo uma oportunidade única de treino cooperativo – oferecida também a organizações externas ao Exército –, o Governo Regional, através da Direção Regional de Informática (DRI) integra, também, o grupo de dezenas organizações nacionais envolvidas. Não será alheia a esta adesão muito significativa a circunstância de ter sido publicada recentemente a legislação que regula a nível nacional a proteção de dados pessoais, bem como as obrigações no que à proteção de infraestruturas críticas e serviços essenciais dizem respeito.

Este exercício materializa, assim, uma oportunidade para a condução de treino especializado, contribuindo para a consolidação da edificação da capacidade de ciberdefesa no Exército e para a Cibersegurança Nacional, permitindo à Região analisar as vulnerabilidades e avaliar os riscos emergentes do ciberespaço, testando, para esse efeito, procedimentos e capacidades.

Na Região, o exercício é conduzido pelos Serviços de Cibersegurança e envolve, para além da DRI, que enquadra toda a administração direta, o IASAÚDE – Instituto de Administração da Saúde, o Serviço Regional de Proteção Civil, a ARM – Águas e Resíduos da Madeira, o Instituto de Segurança Social da Madeira, a StartUp Madeira, a ARDITI e os sectores da Educação e do Turismo, entre outros organismos.

Para o efeito, foi constituída na DRI uma célula de gestão de crises no ciberespaço – integrando representantes dos organismos mais afetados pelo cenário do exercício – e o Centro de Operações de Cibersegurança, que assegura a monitorização dos incidentes, a gestão de fluxos de informação e a resposta técnica, de forma integrada e articulada, com as equipas técnicas dos diferentes organismos.


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