Governo visita amanhã nova ligação entre as Quebradas e o Amparo

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, visita amanhã, pelas 12 horas, as obras de construção, iniciadas esta semana, os túneis da nova ligação entre as Quebradas e o Amparo.

Após autorização, em dezembro de 2022, para lançamento de concurso público, o Conselho de Governo, a 4 de maio de 2023, adjudicou a empreitada ‘Nova Ligação Quebradas – Amparo – 1ª Fase – Túneis’ à proposta apresentada pelo agrupamento Tecnovia – Madeira, Sociedade de Empreitadas, S.A. / AFAVIAS – Engenharia e Construções, S.A., pelo preço contratual de € 22.850.000,00, (vinte e dois milhões, oitocentos e cinquenta mil euros + IVA) e pelo prazo de 24 meses.

Esta nova ligação insere-se no plano de desenvolvimento que o Governo Regional tem para a zona de Santa Rita, onde está a ser construído o novo Hospital Central e Universitário da Madeira. Com a construção do novo Hospital, irá ser criada uma centralidade na cidade do Funchal e, por essa razão, é imperioso garantir boas acessibilidades, sendo estas um fator decisivo para o desenvolvimento integrado daquele local.

Acresce também que esta intervenção irá melhorar a mobilidade e acessibilidade urbana na cidade do Funchal. De acordo com os estudos de tráfego elaborados, com esta nova ligação em utilização, o tráfego na VR1 será reduzido em 10% entre o nó das Quebradas (onde se localiza o novo Hospital) e o Nó do Esmeraldo (onde se encontra o Laboratório Regional de Engenharia Civil).

Este dado é muito relevante, atendendo à crescente saturação da Via Rápida (VR1) no troço envolvente à cidade do Funchal, nomeadamente dentro do arco urbano constituído pelas cidades de Câmara de Lobos, Funchal e Caniço, em que os movimentos pendulares são garantidos por uma via que, por limitações orográficas, torna insustentável qualquer tentativa de reforço de capacidade, e uma vez que, por limitações do espaço urbanizável, o crescimento destas cidades ocorreu para cotas mais elevadas, ultrapassando a própria Via Rápida, transformando-a numa via distribuidora.

Considera-se que é fundamental planear acessibilidades alternativas que permitam aliviar a pressão sobre a Via Rápida e restituir-lhe a função inter-regional e estruturante para a qual foi concebida. Esta nova ligação, bem como a reformulação dos nós rodoviários e outros estudos que estão a ser elaborados na criação de um corredor alternativo à VR1 na cidade do Funchal, vão ao encontro desse desiderato.

Recorde-se que o Governo Regional pretende intervir proximamente em dois nós rodoviários, na Cancela e em Santo António. Está a estudar também a criação de um corredor alternativo à VR1, de modo a permitir uma nova ligação que atravesse a cidade do Funchal, sem ser necessário recorrer à Via Rápida.


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