O PCP, dando continuidade na RAM à campanha “Basta de conversa! Aumentar salários e pensões” realizou ao longo do dia uma série de acções de contacto com trabalhadores do sector da hotelaria. Nelas pôde constatar a contradição que existe entre o aumento dos lucros dos empresários do sector, e a degradação das condições de trabalho, o aumento da precariedade laboral e dos baixos salários dos trabalhadores do sector da hotelaria e similares.
Junto a uma das unidades hoteleiras em que os dirigentes e activistas do PCP contactaram com os trabalhadores, Ricardo Lume denunciou: “O Governo de Miguel Albuquerque é cúmplice dos que lucram com a precariedade laboral e com os baixos salários”.
Um exemplo claro desta realidade é o que se passa no sector da hotelaria e similares onde cada dia que passa a exploração dos trabalhadores é cada vez mais brutal, dizem os comunistas. São ritmos de trabalhos acelerados, horários desregulados e repartidos, contratos precários, uso abusivo de empresas de prestação de serviço e baixos salários, é a realidade laboral um sector de actividade com proveitos recorde, mas que não valoriza quem trabalha.
“Hoje no sector da hotelaria o custo com o pessoal representa menos de 24% do total dos proveitos do sector, a instabilidade laboral é uma realidade apesar de as entidades patronais dizerem que faltam trabalhadores no sector”, diz o PCP.
Ricardo Lume criticou assim um “modelo de desenvolvimento baseado na precariedade e instabilidade laboral”, que privilegia “os senhorios da Região” que exploram quem vive da sua força de trabalho.
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