Os candidatos do JPP foram domingo ao concelho de Câmara de Lobos para “agradecer a votação dos eleitores nas legislativas regionais do passado dia 24 de Setembro”.
Na ocasião e na visita realizada ao mercado do Estreito de Câmara de Lobos, Élvio Sousa ouviu as preocupações dos agricultores, que se queixaram de falta de apoios e de condições para a valorização da agricultura regional.
“É fundamental impedir o abandono da agricultura, fomentar a renovação da área e a fixação de jovens no sector”, diz o JPP.
“O cenário futuro não é muito risonho. Infelizmente chegámos à conclusão que produtos históricos, que estiveram na origem da riqueza da economia regional, tais como a cana, o vinho e a banana, são hoje em dia pouco valorizados permanecendo a “escravidão” sobre quem trabalha e produz.”
O líder do JPP deu como exemplo a uva, nomeadamente a do Estreito de Câmara de Lobos: “A negra mole é o exemplo, irrefutável, da desconsideração do trabalho do agricultor. Há trinta anos chegaram a receber 220 escudos ao quilo, quando actualmente estão a receber 1.05€, o que mostra a discrepância grave entre quem trabalha comparada com o preço do produto final.”
“Por isso, está na altura de pedir aos produtores de uva da Madeira que contactem o JPP para, já este ano, encetar conversações para que a uva seja valorizada a um preço justo, em 2024. Está na altura de distribuir o lucro da venda do produto final por quem garante o cultivo da uva. Por isso o preço da uva tem de subir”, conclui Élvio Sousa.
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