O Governo Regional da Madeira refere, em comunicado, que desde a apresentação da proposta de revisão da Directiva relativa ao tratamento das águas residuais urbanas, vem diligenciando, repetidamente, junto dos diversos organismos nacionais e europeus, nomeadamente, a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu, no sentido de assegurar que a Região tenha um tratamento diferenciado, adequado à sua realidade especifica.
Assim, foi proposto pelo Governo Regional, desde o início das negociações, que fosse aprovada uma derrogação sem limite temporal no que se refere à exigência de tratamento secundário.
“Tendo em comum o objectivo da defesa da qualidade das águas residuais urbanas, essa reivindicação foi fundada na existência de estudos científicos, produzidos ao longo dos últimos anos, que atestam a qualidade das águas da Região”, cita o GR.
A exigência de desnecessários níveis de tratamento de grau superior teria custos muito graves a nível ambiental e financeiro, implicando um aumento brutal dos custos de investimento e dos custos para os consumidores, asseguram as instâncias governamentais.
“Desde o primeiro momento, as diligências do Governo Regional da Madeira, sem prejudicar o objetivo visado pela proposta de directiva, foi salvaguardar os interesses da Madeira e da sua população, pelo que manifesta a sua satisfação com o resultado agora obtido, nesta fase de negociação, em sede de Parlamento Europeu”, reza o comunicado divulgado.
No passado mês de Julho, o governante com a pasta das Finanças, Rogério Gouveia, apresentou, no Comité das Regiões, emendas a dois projectos de parecer, reivindicando as especificidades das regiões ultraperiféricas.
Na 156ª Reunião Plenária, o Governo Regional viu aprovadas as emendas propostas aos pareceres do Comité, nomeadamente no que diz respeito a “Promover o potencial e as sinergias das iniciativas do Pacto Ecológico Europeu para as regiões e os municípios”, que visa chamar a atenção para os desafios estruturais com que se debatem as regiões ultraperiféricas, devido à sua vulnerabilidade às alterações climáticas e às catástrofes naturais.
A segunda emenda aprovada diz respeito ao projecto de parecer sobre a “Revisão da Directiva Tratamento de Águas Residuais Urbanas”, integrado no debate sobre “a revisão da legislação da UE relativa ao tratamento de águas residuais urbanas e à qualidade do ar ambiente”.
O Governo Regional pediu à Comissão Europeia o estabelecimento de disposições adaptadas à realidade das regiões ultraperiféricas, que contemplem o seu contexto particular no tratamento das águas residuais provenientes de fontes urbanas, uma vez que estes territórios carecem de uma maior flexibilidade e de meios adequados, conclui a nota de imprensa.
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