O CDS-PP assinalou o início do ano político na Festa dos Romeiros, no Chão dos Louros, no concelho de São Vicente. “Os líderes regional e nacional do partido, Rui Barreto e Nuno Melo, marcaram presença na rentrée política do CDS Madeira, cumprindo aquela que já é uma tradição do partido há mais de 20 anos, de participar na Festa dos Romeiros”, refere um comunicado do partido.
Rui Barreto, na rentrée política do CDS insular, afirmou que o CDS é um partido popular, que sempre esteve junto das pessoas, e que está por direito próprio e por vontade dos madeirenses, num governo de coesão, de estabilidade e de segurança, que permitiu fazermos uma legislatura muito desafiante, mas com grande superação.
Para o líder regional, “o CDS foi um valor seguro, um valor constante em nome de um interesse maior que é o interesse das populações da Madeira e do Porto Santo”.
“Conseguimos superar a maior crise humanitária, sanitária, económica e social que há memória, conseguimos em conjunto com o nosso povo superar e, por isso, vamos terminar esta legislatura crescendo a nossa economia mais 25% do ponto de partida em 2019, com o desemprego mais baixo de sempre e com maior nível de empregabilidade (mais de 127 mil pessoas empregadas) numa diversificação da nossa economia, uma economia que está mais preparada porque temos feito reformas estruturais muito importantes para preparar a Madeira do futuro. Uma Madeira que quer ser cada vez mais autónoma”, disse o líder regional.
“Nós, CDS, somos um partido convictamente autonomista”, afirmou, “e o desígnio dos próximos quatro anos deve ser aprofundar a nossa autonomia, nomeadamente a autonomia política, a autonomia fiscal, a autonomia alimentar e a autonomia energética”.
Este, defendeu, é o caminho para criarmos um mercado interno mais robusto em que valorizamos cada vez mais as nossas empresas. Rui Barreto deixou um apelo para que os madeirenses e porto-santenses consumam mais produtos locais.
“Consumam o que é nosso. A nossa agricultura, as pescas, os nossos produtos regionais porque é este o caminho que queremos continuar a trilhar, diversificando a economia que é hoje mais inovadora, mais tecnológica e mais preparada para os desafios do futuro”, afirma Barreto.
Em matéria de habitação, Rui Barreto garantiu que “aqui na Madeira, o governo regional, tem feito o que tem de ser feito”.
“Temos vindo a investir, não só através do PRR, na construção de habitações, mas também utilizando as cooperativas de habitação, a promover uma habitação a custos controlados, não feita de anúncios, mas sim de obras que já estão no terreno. Temos um objectivo muito claro de disponibilizar, a custos controlados, habitação social – 800 habitações até 2026.”
Neste sentido, é muito importante haver crescimento económico porque só com crescimento económico é que nós podemos alocar as verbas para ajudar socialmente aqueles que mais precisam, podendo distribuir justamente rendimentos e os proventos do crescimento económico. “Se houver empobrecimento é que nós não podemos elevar a qualidade de vida das pessoas”, afiançou.
Barreto realçou também que, na Madeira, vivemos normalidade. “As pessoas quando saem de casa têm os transportes públicos a funcionar, quando os pais deixam os seus filhos nas escolas têm os professores dentro da sala, quando se deslocam a um serviço público, esse serviço funciona, quando há um processo de investimento, ele é célere porque nós dialogamos e temos todo o interesse em criar investimento, criar riqueza e criar emprego. É esta a diferença entre o desenvolvimento, o progresso, a normalidade e a segurança na Madeira em comparação com o governo socialista do continente que tem atormentado a vida dos portugueses e nós, aqui na Região Autónoma da Madeira, não queremos isso. Queremos estabilidade para continuarmos a desenvolver a Madeira!”, exultou.
Já o líder nacional, Nuno Melo, disse não ter dúvidas que o governo madeirense funciona melhor que o governo nacional.
Quanto às eleições europeias do próximo ano, Nuno Melo garante que vamos mostrar que o CDS não se resume apenas a Janeiro de 2022. E ainda sobre o problema da habitação, o líder nacional do partido termina com uma constatação: “António Costa e o governo socialista são o rosto do fracasso nessa área”.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






